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— Freguesia —
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| Localização no concelho de Santo Tirso | ||||
| Localização de Agrela em Portugal | ||||
| País | ||||
| Concelho | ||||
| Fundação | 1470 | |||
| Administração | ||||
| - Tipo | Junta de freguesia | |||
| - Presidente | Paulo Bento (PSD) | |||
| Área | ||||
| - Total | 7,05 km2 | |||
| População (2011) | ||||
| - Total | 1 584 | |||
| - Densidade | 224,7/km2 | |||
| Gentílico: | Agrelense | |||
| Código postal | 4825 | |||
| Orago | São Pedro | |||
Agrela é uma freguesia portuguesa do concelho de Santo Tirso, com 7,05 km² de área, 1 584 habitantes (fonte:censos 2011) e uma densidade populacional de 224,7 h/km². Está rodeada a norte pelas freguesias de Reguenga e Lamelas, a sul pela freguesia de Sobrado (Valongo), a oeste pela freguesia de Água Longa e a este pela freguesia de Seroa (Paços de Ferreira).
É sede de um dos mais conhecidos produtores dos tão característicos vinhos verdes da região.
Na igreja paroquial pode-se observar o altar de Nossa Senhora da Guia, proveniente da antiga capela. Na Quinta de Pantanas ergue-se um Templo Baptista, curioso pela sua arquitectura moderna. Nesta freguesia encontram-se ainda algumas das mais belas quintas do concelho, como a imponente Quinta da Agrela, onde outrora habitou Carneiro Pacheco (1852-1923), importante proprietário local e ministro do reino.[1]
Índice |
Sanctos Petrus de Agrella (São Pedro de Agrela), assim se chamava Agrela, pertencia ao condado da Feira de D. Rui Pereira , 1º conde da Feyra (título criado por D. Afonso V, rei de Portugal em 1481), filho de Fernão Pereira, 3º senhor da terra de Santa Maria da Feira, e esteve na sua posse desde 1430 até 1539, altura em que Manoel Cyrne comprou, com autorização do Rei D. João III, ao 3.º Conde da Feira, D. Manuel Pereira. Passou a ser conhecido por senhor do concelho de Refoyos de Riba d`Ave, cujo agrupava 9 curados: S. Pedro de Agrella, S. Julião de Agua-Longa, S. Salvador de pena mayor, Santa Maria da Reguenga, Santa Eulalia de Lamelas, S. Payo de Guimarei, S. Tiago da Carreira e S. Cristovão de Refojos, em que a cabeça do concelho era Agrela. Mais tarde, com o nascimento de seu filho João Cirne, decide mudar o nome para senhor do morgado de Agrella. Mais tarde nasce Manuel Cirne da Silva, que fora para a Índia. Foi Fidalgo da Casa Real; em 16 de Setembro de 1668 foi-lhe confirmada a doação da Terra de Refoyos, por sucessão, que era de juro e herdade ; Diz-nos Felgueiras Gayo que perdeu o Senhorio de Refoyos e Agrela por crimes que cometeu e depois o comprou a Roque Monteiro Paim por 25 contos. Roque Monteiro Paim foi comendador de Santa Maria de Campanhã no bispado do Porto, da ordem de Cristo; doutor em Direito civil pela Universidade de Coimbra, secretário de estado do expediente a mercês de el-rei D. Pedro II, e seu grande valido; senhor da Honra de Alva, da Vila do Cano, dos Reguengos de Agrela e Maia; conselheiro da fazenda de capa e espada; desembargador extravagante da Casa da Suplicação, etc. Nascido em Lisboa a 25 de Maio de 1643, faleceu a 24 de Junho de 1706. Era filho de Rodrigo Fernandes Monteiro, desembargador do paço e juiz de inconfidência e Coutadas de el-rei, e de sua mulher, D. Constança Paim. Estudou na Universidade, onde se doutorou, conforme dissemos, regendo depois algumas cadeiras,entrando na carreira da magistratura na Relação do Porto, donde passou à Casa da Suplicação em 1666. Deixando a magistratura por ordem de D. Pedro II, foi por ele nomeado seu secretário e juiz da Inconfidência, conselheiro da Fazenda, ouvidor da Casa de Bragança, e por varias vezes serviu os cargos de secretário de Estado, mercês e assinatura. Casou com D. Joana Francisca de Menezes, filha de Lourenço de Melo da Silva de Mesquita, senhor do Couto de Lagiosa e da casa e morgado da Amoreira e Outiz, e de sua mulher D. Bernarda Micaela da Silva. Deste matrimónio, entre outros filhos, houve D. Constança Monteiro Paim, administradora do morgado de Alva, que casou com D. João Diogo de Sousa de Ataíde, 1.° conde de Alva, e D. Maria Antónia Monteiro Paim, administradora do referido morgado, como sucessora de sua irmã; casou com D. Rodrigo de Sousa Coutinho, 2.º filho dos condes de Redondo, Fernão de Sousa e D. Luísa Simoa de Portugal.
Agrela, assim como Água Longa, foram integrados em novo município criado em 1836, novo município esse com sede em Alfena, no entanto, em 1839, Agrela retomou ao município de Santo Tirso.
Agrela fica no extremo-sul do concelho, a par de Água Longa.
Goza também de uma excelente localização geográfica, que permite a qualquer habitante chegar num espaço de 15 minutos (de automóvel) a Santo Tirso, Paços de Ferreira, Porto, Alfena e Valongo. Nela se inicia a EN207, que liga Agrela a cidades de Paços de Ferreira e a Vila de Lousada. Localiza-se perto de uma das entradas da auto-estrada A41, assim como da EN105, que liga Porto a Alfena e a Guimarães.
Nas eleições autárquicas de 2009, o PSD voltou a vencer, desta vez com 50,9% dos votos, contra os 47,4% do Partido Socialista. Sendo assim, a lista do PSD antes liderada pelo Eng.Augusto Souto e agora por Paulo Bento, tomará posse dos destinos da Junta de Freguesia pelo menos até 2013.
Para a Câmara Municipal, o PSD conseguiu na freguesia mais votos que o PS, o que não impediu Castro Fernandes de renovar o seu mandato (e último) em Santo Tirso.
É também de realçar que em Agrela registou-se uma das mais baixas taxas de abstenção a nível nacional, 22,81%.
Em Agrela, situa-se a sede do agrupamento de Escolas d'Agrela e Vale do Leça, após a construção da Escola E.B. 2,3 de Agrela, uma ambição de vários anos, dado o nível de sobrelotação da Escola E.B. 2,3 de Alfena.