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Chile (n.m.) (Portugal)

O Chile

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Chile (n.)

chileno

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Chile

                   
República de Chile
República do Chile
Bandeira do Chile
Brasão de armas do Chile
Bandeira Brasão de armas
Lema: Por la razón o la fuerza
Hino nacional: Puro Chile
 
Gentílico: chileno(a)

Localização  República do Chile

Localização do Chile em verde escuro; área reivindicada pelo país na Antártica em verde claro.
Capital Santiago
Cidade mais populosa Santiago
Língua oficial Espanhol
Governo República presidencialista Unitária
 - Presidente Sebastián Piñera Echenique
 - Ministro do Interior e da Segurança Pública Rodrigo Hinzpeter Kirberg
 - Presidente do Senado Guido Girardi Lavín
 - Presidente da Câmara dos Deputados Patricio Melero Abaroa
 - Presidente do Supremo Tribunal Milton Juica Belmonte
Independência da Espanha 
 - Iniciada 18 de Setembro de 1810 
 - Formalmente declarada 12 de Fevereiro de 1818 
Área  
 - Total 756.950 km² (38.º)
 - Água (%) 1,07
População  
 - Estimativa de 2011 17 248 450 hab. (60.º)
 - Censo 2002 15.116.435 hab. 
 - Densidade 22 hab./km² (194.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2011
 - Total US$ 281,368 bilhões* USD[1] (45.º)
 - Per capita US$ 16.172[1] (55.º)
PIB (nominal) Estimativa de 2011
 - Total US$ 243,049 bilhões* USD[1] (44.º)
 - Per capita US$ 13.970[1] (57.º)
Indicadores sociais
 - Gini (2009) 0,494[2]
 - IDH (2011) 0,805 (44.º) – muito elevado[3]
 - Esper. de vida 78,6 anos (35.º)
 - Mort. infantil 7,2/mil nasc. (43.º)
 - Alfabetização 96,5% (62.º)
Moeda Peso Chileno (CLP)
Fuso horário (UTC−4)
Cód. ISO CHL
Cód. Internet .cl
Cód. telef. +56
Website governamental http://www.gobiernodechile.cl/

Mapa  República do Chile

Chile, oficialmente República do Chile (em espanhol: ), é um país da América do Sul que ocupa uma longa e estreita faixa costeira encravada entre a cordilheira dos Andes e o oceano Pacífico. Faz fronteira ao norte com o Peru, a nordeste com a Bolívia, a leste com a Argentina e a Passagem de Drake, a ponta mais meridional do país. É um dos dois únicos países da América do Sul que não tem uma fronteira comum com o Brasil, além do Equador. O Pacífico forma toda a fronteira oeste do país, com um litoral que se estende por 6.435 quilômetros.[4] O território chileno se estende até o Oceano Pacífico, que inclui os territórios ultramarinos de Arquipélago Juan Fernández, Ilhas de Sala y Gómez, as Ilhas Desventuradas e a Ilha de Páscoa, localizada na Polinésia. O Chile possui uma reivindicação de 1.250.000 quilômetros quadrados de território na Antártida.

O Chile possui um território incomum, com 4.300 km de comprimento e, em média, 175 quilômetros de largura - o que lhe dá um clima muito variado, indo do deserto mais seco do mundo - o Atacama - no norte do país, um clima mediterrâneo no centro, até um clima alpino propenso a neve ao sul, com geleiras, fiordes e lagos.[5] O deserto do norte chileno contém uma grande riqueza mineral, principalmente de cobre. A área relativamente pequena central domina o país em termos de população e de recursos agrícolas. Esta área também é o centro cultural e político do qual o Chile se expandiu no final do século XIX, quando integrou as regiões norte e sul. O sul do Chile é rico em florestas e pastagens e possui uma cadeia de vulcões e lagos. A costa sul é um labirinto de penínsulas de fiordes, enseadas, canais e ilhas. A Cordilheira dos Andes está localizada na fronteira oriental.[6]

Antes da chegada dos espanhóis no século XVI, o norte do Chile estava sob o domínio Inca, enquanto os índios mapuches (também conhecidos como Araucanos) pelos colonizadores espanhóis habitavam o centro e o sul do Chile. Embora o Chile tenha declarado sua independência em 1817, a vitória decisiva sobre o controle espanhol não foi alcançada até 1818. Na Guerra do Pacífico (1879-83), o Chile venceu o Peru e a Bolívia e conquistou as regiões do norte. O país, que até então estava relativamente livre de golpes e governos arbitrários que atingiam o resto do continente sul-americano, suportou 17 anos de uma ditadura militar (1973-1990), uma das mais sangrentas do século XX na América Latina, que deixou mais de 3.000 mortos e desaparecidos.[5]

Atualmente, o Chile é um dos países mais estáveis e prósperos da América do Sul.[5] Dentro do contexto maior da América Latina, é o melhor em termos de desenvolvimento humano, competitividade, qualidade de vida, estabilidade política, globalização, liberdade econômica, baixa percepção de corrupção e índices comparativamente baixos de pobreza.[7] Também é elevado o nível regional de liberdade de imprensa e de desenvolvimento democrático. Sua posição como país mais rico da região (empatado com o México), em termos de produto interno bruto per capita (a preço de mercado[8] e paridade do poder de compra[9]), no entanto, é contrariada devido ao seu alto nível de desigualdade de renda, medido pelo coeficiente de Gini.[10] Em maio de 2010 o Chile se tornou o primeiro país sul-americano a aderir à OCDE.[11] O país também é um membro fundador das Nações Unidas e da União de Nações Sul-Americanas.

Índice

  História

Os primeiros europeus a chegarem na terra que é hoje o Chile, foi o grupo liderado por Fernão de Magalhães no ano 1520, procurando o caminho ate o oceano pacifico, que ele mesmo batizou, onde fica atualmente a cidade de Punta Arenas na Patagônia. Diego de Almagro, posteriormente realizou uma expedição ate o vale e Coquimbo. Os habitantes originários dos vales centrais do Chile, impediram o avance da expedição até o sul, forçando-lhes a voltar ao Peru. No ano 1540 Pedro de Valdivia liderou a expedição que fundaria finalmente a cidade de Santiago, atual capital do Chile.

A proclamação da república do Chile ocorreu no dia 18 de setembro de 1818.

Durante o período das presidências do Partido Radical (1938-1952), o Estado chileno aumentou sua participação na economia nacional. Em 1952, após três presidências radicais (Pedro Aguirre Cerda (1938-1941), Juan Antonio Ríos (1942-1946) e Gabriel González Videla (1946-1952), retornou à Presidência o general Carlos Ibáñez del Campo, que havia sido ditador do Chile entre 1927 e 1931. Jorge Alessandri sucedeu Ibáñez em 1958, derrotando o comunista Salvador Allende por uma gram margem de votos.

As eleições presidenciais de 1964 levaram à presidência o fundador do Partido Democrata Cristão (PDC), Eduardo Frei Montalva, que derrotou o socialista Allende e o radical Julio Durán. Frei governou com o slogan "Revolución en Libertad", pondo em prática um programa de reformas sociais e econômicas que, entre outras medidas, contemplou reformas no sistema educacional, construção de casas populares, sindicalização dos trabalhadores rurais e reforma agrária. No entanto, a partir de 1967 Frei encontrou uma crescente oposição por parte dos setores mais à esquerda, que o acusavam de ser tímido nas reformas, bem como uma forte oposição dos setores mais conservadores, que achavam tais reformas excessivas.

Em 11 de setembro de 1973, o presidente democraticamente eleito em 1970, Allende sofreu um golpe de estado e o general Augusto Pinochet assumiu o governo , instaurando uma ditadura que iria perdurar por dezessete anos, Durante este período, foi criada a repressão política contra a oposição e houve várias violações dos direitos humanos[12], sendo sucedido pelo civil Patricio Aylwin, proeminente membro do PDC.

Em 1994, foi eleito presidente Eduardo Frei Ruiz-Tagle, filho do presidente Eduardo Frei Montalva e também filiado ao PDC que entregou o poder seis anos depois a Ricardo Lagos, do Partido Socialista do Chile, mesmo partido de Salvador Allende.

Nas eleições de 2005, os chilenos escolheram como Presidente Michelle Bachelet, primeira mulher no cargo e filha de um ativista torturado e morto pelo regime de Pinochet, dando continuidade desde a redemocratização do país no governo de centro-esquerda. Seu mandato será mais curto que o de seus antecessores, devido a reformas na Constituição local.

No dia 27 de fevereiro de 2010, um forte terremoto de 8,8 pontos na escala de Richter atinge a região central e do sul do país provocando centenas de mortes e ativando alertas de tsunamis na costa do Pacífico.

  Geografia

  O vulcão Parinacota no norte do Chile.

Uma longa e estreita faixa costeira do Cone Sul, no lado oeste da Cordilheira dos Andes, o Chile se estende por 4.630 quilômetros de norte a sul, mas apenas em 430 quilômetros em seu ponto mais largo de leste a oeste. Isto abrange uma notável variedade de paisagens. O país contém 756 950 quilômetros quadrados da área de terra.

O norte do Deserto do Atacama contém uma grande riqueza mineral, principalmente de cobre e nitratos. O relativamente pequeno Vale Central, que inclui Santiago, domina o país em termos de população e de recursos agrícolas. Esta área também é o centro histórico do qual o Chile se expandiu no final do século XIX, quando integrou as regiões do norte e do sul. O sul do Chile é rico em florestas, pastagens e apresenta uma série de vulcões e lagos. A costa sul é um labirinto de penínsulas de fiordes, enseadas, canais e ilhas. A Cordilheira dos Andes está localizada na fronteira oriental. O Chile é o maior país Norte-Sul do mundo, e também reivindica 1 250 000 km² da Antártida como parte de seu território. No entanto, esta última afirmação é suspensa nos termos do Tratado da Antártida, do qual o Chile é signatário.[13]

O país está localizado no Círculo de fogo do Pacífico, região no entorno da placa de Nazca, que concentra 90% da sismicidade e vulcanismo do planeta.[14]

O Chile controla a Ilha de Páscoa e a Ilha Sala y Gómez, as ilhas do leste da Polinésia, que incorporou ao seu território em 1888, e a Ilha Robinson Crusoe, a mais de 600 quilômetros do continente, no Arquipélago Juan Fernández. A Ilha de Páscoa é hoje uma província do Chile. Também controlada, mas apenas temporariamente habitada (por alguns pescadores locais) são as pequenas ilhas de Sala y Gómez, Santo Ambrósio e São Felix. Essas ilhas são notáveis porque estendem as águas territoriais do Chile.[15]

  Clima

O clima do Chile compreende uma ampla gama de condições climáticas em grande escala geográfica, estendendo-se através de 38 graus de latitude, tornando difícil generalizar. Segundo o sistema Köppen, o Chile abriga dentro de suas fronteiras, pelo menos, sete subtipos climáticos, que variam do deserto no norte, a tundra alpina e geleiras no leste e sudeste, subtropical úmido na Ilha de Páscoa, Oceânico no sul e Mediterrânico no centro.

  Demografia

O censo de 2002 do Chile relatou uma população de 15.116.435 habitantes. A taxa de crescimento da população do país tem vindo a diminuir desde 1990, devido ao declínio da taxa de natalidade.[16] Em 2050 a população deverá atingir cerca de 20,2 milhões de pessoas.[17] Cerca de 85% da população do país vive em áreas urbanas, com 40% vivendo na Grande Santiago. As maiores aglomerações de acordo com o censo de 2002 são a Grande Santiago, com 5,6 milhões de pessoas, Grande Concepción, com 861.000, e Grande Valparaíso, com 824.000.[18]


  Histórico

  Foto histórica de uma mulher araucana (ou mapuche).

Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, o atual Chile era habitado sobretudo pelos índios araucanos, também chamados de mapuches. Quando os conquistadores espanhóis chegaram à região, os araucanos se opuseram à presença espanhola de forma veemente. Porém, dois subgrupos araucanos, os picunche e os huilliche, acabaram por sucumbir. Milhares de índios passaram a ser escravizados pelos espanhóis, por meio do recrutamento de mitayos, conduzidos ao trabalho nas lavras de ouro de alivião e para os serviços domésticos. Em consequência, a população indígena reduziu-se pela metade.[20] Com o esgotamento das lavras de ouro, a produção econômica chilena se voltou para a única fonte de riqueza: a força de trabalho indígena. Dessa forma, grandes quantidades de índios apresados continuaram a ingressar na sociedade nacional, ao mesmo tempo que se formava uma camada mestiça da população, que atuava como intermediária no aliciamento de mais índios para a formação da força de trabalho e na formação de uma cultura híbrida, na qual iriam predominar elementos culturais espanhóis. Alguns desses mestiços, reconhecidos e amparados pelo pai branco, se integraram à classe dominante, por própria disposição legal da Coroa e por gozo de privilégios.[20]

Assim, no século XVIII, a matriz étnica da população chilena já estava formada. Foi constituída basicamente pela mistura de homens espanhóis com mulheres indígenas. Era integrada por mestiços de diversas qualificações sociais, indo desde os filhos legitimados de espanhóis enriquecidos, até huasos pobres, liberados da servidão nas mitas e encomiendas. Na base da pirâmide se encontrava grande número de índios deculturados e marginalizados dos seus grupos. Em decorrência do processo de miscigenação, as classes mais altas do Chile já tendiam a apresentar um fenótipo mais branco, pois na época colonial os chilenos mestiços mais abastados, em busca de uma "branquização", tendiam a procurar esposas de pele mais clara, inclusive trazendo-as da Espanha para que se casassem com eles. Isso contrastava com a maioria da população pobre, formada por índios e mestiços engajados na força de trabalho.[20]

No século XIX, o Chile passou a incentivar a vinda de imigrantes europeus. Chegaram poucos imigrantes, em torno de 50 mil indivíduos (no mesmo período a Argentina recebeu 3 milhões). A maioria era proveniente da Europa Latina e se instalou nos centros urbanos, trabalhando sobretudo como comerciantes, onde muitos conseguiram se enriquecer e, por meio do casamento, ingressaram na classe dominante local. Alguns norte-europeus também chegaram e se instalaram no Sul do Chile, vivendo como agricultores. A sociedade chilena era rigidamente estratificada, estando no topo um pequeno estrato de grandes proprietários e na base a massa paupérrima de trabalhadores rurais e urbanos. Os imigrantes se integraram na rala classe intermediária e facilmente se ascendiam às classes dominantes, devido ao gosto pela "branquização" presente na sociedade chilena.[20] Isso fazia com que os integrantes da elite chilena apoiassem o casamento de seus filhos com esses imigrantes europeus. Isso explica a grande presença de sobrenomes "estrangeiros", não espanhóis, entre a elite chilena, contrastando com o resto da população. Assim, quem se "branqueou" ou se "europeizou" no Chile não foi o povo, como ocorreu na Argentina ou no Uruguai, mas somente a elite, ou a "fronda aristocrática", nas palavras de Darcy Ribeiro.[20]

  Etnias

O Chile não conduz censos raciais e a distribuição das diferentes origens da população tem estimativas conflitantes.

Segundo uma pesquisa de opinião realizada em 2011 pela organização chilena Latinobarómetro, 59% dos chilenos se declararam brancos, 25% mestiços, 8% indígenas, 1% mulatos e 2% "outra raça".[21] Um outro estudo, realizado em 2002 pelo Centro de Estudios Públicos (CEP), perguntou aos chilenos se eles tinham "sangue indígena". 43,4% dos entrevistados disseram que tinham "algum sangue indígena", 8,3% disseram que tinham "muito", 40,3% disseram que não tinham "nada", enquanto que 7,8% disseram não saber e 0,2% não responderam. Essa pesquisa mostra que a maioria dos chilenos identificam uma origem indígena na sua família.[22]

A população chilena é principalmente de origem europeia e indígena, 95% da população.[23][24][25][26][27] O país é relativamente homogenêo, tem uma identidade nacional, popularmente conhecido como chilenidade.

Segundo uma fonte, entre 52,7% (8.8 milhões) - 90% (15 milhões) da população são descendentes de europeus.[24][28][29] Outro estudo concluiu que 30% da população seria classificada como branca e 65% mestiça.[30] Segundo o Censo 2002, apenas 3,2% da população chilena são ameríndios.[28]

  Jogadores chilenos de Polo, juntamente com o ex-presidente Michelle Bachelet, depois de vencer o campeonato mundial da especialidade em 2008.

Os estudos de genética de população chilena de uso "de DNA mitocondrial" e os resultados do teste do cromossomo Y mostram o seguinte: O componente europeia é predominante na classe superior chilena[31], da classe média, de 72 3% -76,8% de componentes europeus[31][32] e 23.2%-27.7% de povos indígenas[31][32] e as classes mais baixas a 62,9%-65,1% componente europeu [31][32] e 35%-37,1% mistura de povos indígenas.[31][32]

Um estudo genético autossômico no Chile apontou que a ancestralidade do povo chileno é 51,6% europeia, 42,1% indígena e 6,3% africana.[33] Um outro estudo genético confirma que o povo chileno é mestiço, mas é notável que as camadas sociais mais baixas apresentam maior grau de ancestralidade indígena, enquanto as camadas mais altas da sociedade têm mais ancestralidade europeia.[34][35][35] Um outro estudo genético realizado em pessoas de Santiago, capital do Chile, encontrou uma mistura de ancestralidade, sendo 57% europeia e 43% indígena. Os habitantes de Concepción, outra cidade chilena, têm 65% de ancestralidade europeia e 36% indígena. Já os habitantes de Puerto Montt têm 53% de origem indígena e 47% europeia. Na localidade de Laitec a ascendência é 80% ameríndia e 20% europeia, enquanto que em Poposo é 60% ameríndia e 40% europeia.[36]

Mais de 80% do DNA mitocondrial chileno é de origem indígena (o DNA mitocondrial é transmitido de mãe para mãe). Na linhagem paterna(DNA revelado pelo cromossomo y), a contribuição indígena chega a 30%.[37] Do ponto de vista autossômico, i.e, a soma dos antepassados de um dado indivíduo, o chileno médio tende a revelar um alto grau de contribuição européia com uma larga contribuição indígena, como exposto acima.

  Imigração

  Colonos italianos no sul do Chile.

O Chile recebeu um número reduzido de imigrantes, mas estes tiveram alguma importância na formação étnica do país. A população estrangeira nesse país alcançou seu máximo no ano de 1907, quando viviam no Chile 134.524 imigrantes.[38] Destes, somente 53,3% eram europeus, sendo que 42,7% eram provenientes de outros países da América Latina.[39] A população estrangeira no Chile nunca ultrapassou os 4,1% do total da população. A imigração europeia ao Chile foi, portanto, muito pouco expressiva quando comparada a outros países americanos, como os Estados Unidos, o Brasil, a Argentina ou o Canadá, onde tiveram um peso muito maior.[40]

As estimativas de descendentes de bascos no Chile variam de 10% (1.600.000) até 27% (4.500.000).[41][42] [43] [44] [45]

1848 foi um ano de grande imigração de alemães e franceses, a imigração de alemães foi patrocinada pelo governo chileno para fins de colonização para as regiões meridionais do país. Esses alemães (também suíços e austríacos), significativamente atraídos pela composição natural das províncias do Valdivia, Osorno e Llanquihue foram colocados em terras dadas pelo governo chileno para povoar a região. Porque o sul do Chile era praticamente desabitado, a influência desta imigração alemã foi muito forte, comparável à América Latina apenas com a imigração alemã do sul do Brasil. Há também um grande número de alemães que chegaram ao Chile, após a Primeira e Segunda Guerra Mundial, especialmente no sul (Punta Arenas, Puerto Varas, Frutillar, Puerto Montt, Temuco, etc.) A embaixada alemã no Chile estimada que entre 500.000 a 600.000 chilenos são de origem alemã.[46]

  Puerto Octay, cidade no sul do Chile colonizada por alemães.

Além disso, estima-se que cerca de 5% da população chilena é descendente de imigrantes de origem asiática, principalmente do Oriente Médio (ou seja, palestinos, sírios, libaneses e armênios), são cerca de 800.000 pessoas.[47] É importante ressaltar que os israelitas, tanto judeus como não-cidadãos judeus da nação de Israel podem ser incluídos. Chile abriga uma grande população de imigrantes, principalmente cristã, do Oriente Médio.[48] Acredita-se que cerca de 500.000 descendentes de palestinos residem no Chile.[49][50]

Outros grupos de imigrantes historicamente significativos são: os croatas, cujo número de descendentes é estimado em 380.000 pessoas, o equivalente a 2,4% da população.[51][52] No entanto, outras fontes dizem que 4,6% da população do Chile podem ter alguma ascendência croata.[53] Além disso, mais de 700.000 chilenos de origem britânica (Inglaterra, País de Gales e Escócia), o que corresponde a 4,5% da população.[54]

Os chilenos de ascendência grega são estimados entre 90.000 e 120.000 pessoas,[55] a maioria deles vive no Santiago ou Antofagasta, Chile é um dos 5 países com mais descendentes de gregos no mundo.[56] Os descendentes de suíços somam o número 90.000,[57] também estima-se que cerca de 5% da população chilena tem alguma ascendência francesa.[58] Os descendentes de italianos estão entre 600.000 e 800.000 pessoas. Outros grupos de ascendência européia também são encontrados, mas em menor número. Esses imigrantes, juntamente com os seus descendentes transformaram culturalmente, economicamente e politicamente o país.

  Religião

Religião no Chile
Religião Porcentagem
Catolicismo romano
  
69,9%
Protestantismo
  
15,1%
Sem religião
  
8,3%
Outras
  
6,7%

No censo mais recente (2002), 69,9% da população acima de 14 anos se identificou como católicos romanos e 15,1% como protestantes. No censo, o termo " protestante" se refere a todas as igrejas cristãs não-católicas, com excepção da Igreja Ortodoxa (do grego, persa, sérvio, ucraniano e armênio), da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons), dos Adventistas do Sétimo Dia e das Testemunhas de Jeová. Aproximadamente 90% dos protestantes são pentecostais. As igrejas Luterana, Evangélica Reformada, Presbiteriana, Anglicana, Episcopal, Batista e a Metodista também estão presentes.[59] Pessoas sem religião, ateus e agnósticos, são responsáveis por cerca de 8% da população do país.

A Constituição prevê a liberdade de religião, e outras leis e políticas contribuem para a prática livre da religião em geral. A lei protege a todos os níveis desse direito, de forma plena contra o abuso de agentes governamentais ou privados.[59]

Igreja e Estado estão oficialmente separados. A legislação de 1999 sobre a religião proíbe a discriminação religiosa, no entanto, a Igreja Católica goza de um estatuto privilegiado e, ocasionalmente, recebe tratamento preferencial. Os funcionários do governo participam de eventos católicos e também de grandes cerimônias protestantes e judias.[59]

O Natal, a Sexta-Feira Santa, a Festa de Nossa Senhora do Carmo, a Festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, a Festa da Assunção, Todos os Santos, e a Festa da Imaculada Conceição são feriados nacionais.[59] O governo declarou recentemente o dia 31 de outubro como o Dia da Reforma, um feriado nacional em honra das igrejas protestantes do país.[60][61]

Os santos padroeiros do Chile são Nossa Senhora do Carmo e Santiago Maior[62]. Em 2005, o chileno Santo Alberto Hurtado foi canonizado pelo papa Bento XVI e se tornou também patrono do país[63]. Hurtado foi o primeiro santo canonizado por Bento XVI e o segundo chileno, depois de Santa Teresa dos Andes.

  Política

  Palácio de La Moneda, em Santiago, sede do governo chileno.

A atual Constituição do Chile foi aprovada em um plebiscito nacional altamente irregular em setembro de 1980, sob o governo militar de Augusto Pinochet, entrando em vigor em março 1981. Após a derrota de Pinochet no plebiscito de 1988, a Constituição foi alterada para facilitar as disposições para futuras alterações à Constituição. Em setembro de 2005, o presidente Ricardo Lagos assinou, em lei, várias emendas constitucionais aprovadas pelo Congresso. Estas incluem a eliminação de cargos de senadores nomeados e senadores vitalícios, que concede ao presidente a autoridade para remover os comandantes-em-chefe das forças armadas, e reduzir o mandato presidencial de seis para quatro anos.[64]

Os chilenos votaram no primeiro turno das eleições presidenciais em 13 de dezembro de 2009. Nenhum dos quatro candidatos presidenciais obteve mais de 50% dos votos. Como resultado, os dois candidatos mais votados, pela Concertación de Partidos por la Democracia, Eduardo Frei Ruiz-Tagle, e pela Coalición por el Cambio, Sebastián Piñera, concorreram em uma eleição de segundo turno em 17 de janeiro de 2010, vencida por Sebastián Piñera. Essa foi quinta eleição presidencial do Chile desde o fim da era Pinochet. Todas as cinco foram consideradas livres e justas. O presidente está constitucionalmente impedido de exercer mandatos consecutivos.

O Congresso do Chile tem um Senado, com 38 lugares, e uma Câmara dos Deputados, com 120 membros. Os senadores servem por 8 anos com mandatos alternados, enquanto deputados são eleitos a cada quatro anos. O Senado tem em curso uma divisão 20-18 a favor da coalizão de oposição. As últimas eleições parlamentares foram realizadas em 13 de dezembro de 2009, concomitantemente com a eleição presidencial. A atual Câmara, a Câmara dos Deputados contém 58 membros da coalizão governista de centro-direita, 54 da oposição de centro-esquerda e 8 a partir de partidos pequenos ou independentes. O Congresso está localizado na cidade portuária de Valparaíso, cerca de 140 km a oeste da capital, Santiago.

As eleições para o Congresso do Chile são governadas por um sistema binomial que premia as duas maiores representações. Portanto, há apenas dois assentos no Senado e dois na Câmara a cada distrito eleitoral, os partidos são obrigados a formar coalizões amplas e, historicamente, as duas maiores coligações (Concertación e Alianza) dividem a maioria das cadeiras em um distrito. Nas eleições de 2001 no Congresso, a conservadora União Democrática Independente ultrapassou os democratas-cristãos pela primeira vez para se tornar o maior partido na Câmara. Nas eleições parlamentares de 2005, os dois principais partidos, os democratas-cristãos e a UDI perderam representação em favor de seus respectivos aliados do Partido Socialista (que se tornou o maior partido do bloco Concertación) e a Renovação Nacional. Nas últimas eleições legislativas no Chile, o Partido Comunista venceu três dos 120 assentos na Câmara dos Deputados pela primeira vez em 30 anos.

O poder judiciário do Chile é independente e inclui um tribunal de recurso, um sistema de tribunais militares, um tribunal constitucional e o Supremo Tribunal do Chile. Em junho de 2005, o Chile terminou uma reforma de âmbito nacional de seu sistema de justiça criminal.[65] A reforma substituiu o processo inquisitorial com um sistema acusatório mais parecido com o dos Estados Unidos.

  Forças armadas

As forças armadas do Chile, estão sujeitas ao controle civil exercido pelo presidente através do Ministro da Defesa. O presidente tem autoridade para remover os comandantes-em-chefe das forças armadas.[6]

O comandante em chefe do Exército chileno é o general Juan Miguel Fuente-Alba Poblete. O exército do país tem uma força de 45.000 soldados e é organizado com um quartel general do Exército em Santiago, sete divisões ao longo do seu território, uma brigada aérea em Rancagua e um Comando das Forças Especiais, em Colina. O Exército chileno é um dos mais profissionais e tecnologicamente avançados exércitos da América Latina.[6]

  A fragata chilena Almirante Blanco Encalada (FF-15).

O almirante Edmundo Gonzalez Robles dirige a Marinha chilena com 21.773 pessoas,[66] incluindo 2.500 fuzileiros navais. Da frota de 29 navios de superfície, apenas oito são fragatas. Esses navios são baseados em Valparaíso.[67] A Marinha opera seus próprios aviões para o transporte e patrulha; não há caças ou bombardeiros da marinha. A Marinha também opera quatro submarinos com base em Talcahuano.[6][68]

O general Ricardo Ortega Perrier dirige 12.500 pessoas na Força Aérea Chilena. Os meios aéreos estão distribuídas em cinco brigadas aéreas sediada em Iquique, Antofagasta, Santiago, Puerto Montt e Punta Arenas. A Força Aérea opera também uma base aérea na ilha Rei George, na Antártida. A Força Aérea comprou 10 F-16s, todos comprados dos Estados Unidos, em março de 2007. O Chile também teve a entrega em 2007 de uma série de 15 caças F-16 recondicionados dos Países Baixos, elevando para 18 o total de F-16s comprados dos holandeses.[6]

Após o golpe militar em setembro de 1973, a polícia chilena (Carabineros) foram incorporados ao Ministério da Defesa. Com o retorno de um governo democrático, os policiais foram colocados sob o controle operacional do Ministério do Interior, mas permaneceu sob o controle nominal do Ministério da Defesa. O Gen. Eduardo Gordon é o chefe da polícia nacional com 40.964[69] homens e mulheres que são responsáveis pela aplicação da lei, a gestão do tráfego, a contenção de narcóticos, controle de fronteiras e luta contra o terrorismo em todo o Chile.[6]

  Relações internacionais

  A ex-Presidente do Chile, Michele Bachelet, em uma cerimônia de inauguração em Valparaíso com outros líderes sul-americanos.

Desde as primeiras décadas após a independência, o Chile sempre teve uma participação ativa nos assuntos externos. Em 1837, o país de forma agressiva desafiou o domínio do porto de Callao no Peru para a preeminência nas rotas comerciais do Oceano Pacífico, derrotando a aliança de curta duração entre o Peru e a Bolívia, a Confederação Peru-Boliviana (1836-1839) na Guerra da Confederação. A guerra dissolveu a confederação e a distribuição do poder no Pacífico. A segunda guerra internacional, a Guerra do Pacífico (1879-1883), aumentou ainda mais o papel regional do Chile, enquanto a contribuiu consideravelmente para o seu território.[70]

Durante o século XIX, os laços comerciais do Chile foram principalmente com o Reino Unido, um país que teve uma influência decisiva sobre a organização da marinha do país. Os franceses influenciaram os sistemas legal e educacional do Chile, e tiveram um impacto decisivo sobre o país, através da arquitetura da capital nos anos de boom na virada do século. A influência alemã veio da organização e do treinamento do exército por prussianos.[70]

Em 26 de junho de 1945, o Chile participou como membro fundador das Nações Unidas por estar entre os 50 países que assinaram a Carta das Nações Unidas em São Francisco, Califórnia, Estados Unidos.[71][72][73] Com o golpe militar de 1973, o Chile tornou-se isolado politicamente, como resultado das violações dos Direitos Humanos pela ditadura chilena.[70]

Desde o seu regresso à democracia em 1990, o Chile tem sido um participante ativo na arena política internacional. O país completou uma posição não-permanente de 2 anos no Conselho de Segurança da ONU em janeiro de 2005. Jose Miguel Insulza foi eleito secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, em maio de 2005. Chile está servindo atualmente no Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e o presidente do conselho de 2007-2008 é o embaixador do Chile para a AIEA, E. Milenko Skoknic. O país é membro ativo das agências da ONU e participa de atividades de manutenção da paz das Nações Unidas. O Chile sediou a cúpula da APEC em 2004. Ele também organizou a Comunidade das Democracias ministerial em Abril de 2005 e da Conferência Ibero-americana em novembro de 2007. Membro associado do Mercosul, membro da UNASUL e membro de pleno direito da APEC, o Chile tem sido um importante ator internacional sobre questões econômicas e de livre comércio.[6] Em 2010, o Chile foi aceito como membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Governo chileno mantém relações diplomáticas com a maioria dos países. Resolveu suas disputas territoriais com a Argentina durante a década de 1990. O país e a Bolívia romperam laços diplomáticos em 1978, pelo desejo da Bolívia em readquirir território perdido para o Chile na Guerra do Pacífico. Os dois países mantêm relações consulares e são representados ao nível de Cônsul-geral.[6]

  Subdivisões

O Chile está dividido em 15 regiões, 51 províncias e 346 comunas. Abaixo segue a relação das 15 regiões (do norte para o sul):

15 regiões administrativas do Chile.
Nome Espanhol Capital
XV Arica e Parinacota Región de Arica y Parinacota Arica
I Tarapacá Región de Tarapacá Iquique
II Antofagasta Región de Antofagasta Antofagasta
III Atacama Región de Atacama Copiapó
IV Coquimbo Región de Coquimbo La Serena
V Valparaíso Región de Valparaíso Valparaiso
RM Santiago Región Metropolitana de Santiago Santiago
VI O'Higgins Región del Libertador General Bernardo O'Higgins Rancagua
VII Maule Región del Maule Talca
VIII Biobío Región del Biobío Concepción
IX Araucanía Región de la Araucanía Temuco
XIV Los Ríos Región de Los Ríos Valdivia
X Los Lagos Región de Los Lagos Puerto Montt
XI Aisén Región Aisén del General Carlos Ibáñez del Campo Coihaique
XII Magallanes Región de Magallanes y de la Antártica Chilena Punta Arenas

  Economia

  Sanhattan, o centro financeiro de Santiago, o principal polo econômico e político do país. Em destaque à esquerda o edifício Titanium La Portada e à direita a Torre Gran Costanera que, quando concluída, será uma das mais altas da América Latina.

O Chile tem uma economia dinâmica e orientada para o mercado, caracterizada por um elevado nível de comércio exterior. Durante a década de 1990, a reputação do Chile como um modelo para a reforma econômica foi reforçada quando o governo democrático de Patricio Aylwin - que assumiu o governo dos militares em 1990 - aprofundou as reformas econômicas iniciadas pelo governo militar. A média de crescimento do PIB foi de 8% durante o período de 1991-1997, mas caiu para metade desse nível em 1998, devido a políticas monetárias implementadas para manter o déficit em conta corrente em cheque e por causa dos ganhos de exportação mais baixos - o último produto da crise financeira asiática. A economia do Chile desde então se recuperou e tem tido taxas de crescimento de 5% a 7% ao longo do últimos anos. Em 2006, o Chile se tornou o país com o maior PIB nominal per capita da América Latina.[74]

Depois de uma década de taxas de grande crescimento econômico, o Chile começou a experimentar uma desaceleração econômica moderada em 1999, trazida por desfavoráveis condições econômicas globais relacionadas com a crise financeira asiática, que começou em 1997. A economia permaneceu lenta até 2003, quando começou a mostrar sinais claros de recuperação, alcançando 4,0% de crescimento do PIB real.[75] A economia chilena terminou 2004 com crescimento de 6,0%. O crescimento real do PIB atingiu 5,7% em 2005, antes de cair novamente para o crescimento de 4,0% em 2006. O PIB cresceu 5,1% em 2007.[6]

Políticas econômicas sólidas, mantidas constantes desde os anos 1980, contribuíram para um crescimento estável e reduzindo as taxas de pobreza pela metade.[6] O governo militar (1973-1990) vendeu muitas empresas estatais e os três governos democráticos, desde 1990, prosseguiram com o processo de privatização, embora a um ritmo mais lento. O papel do governo na economia é essencialmente limitado à regulação, embora o Estado continue a controlar a gigante do cobre CODELCO e algumas outras empresas (não existe um banco estatal). O Chile está fortemente empenhado no livre comércio e tem recebido grande quantidade de investimentos estrangeiros. O país assinou acordos de livre comércio (TLC) com toda uma rede de países, incluindo um TLC com os Estados Unidos, que foi assinado em 2003 e implementado em janeiro de 2004.[76]

  Chuquicamata, a maior mina a céu aberto do mundo.

Ao longo dos últimos anos, o Chile assinou acordos de livre comércio com a União Europeia, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Singapura, Brunei, China e Japão. O país chegou a um acordo de comércio parcial com a Índia em 2005 e começou negociações para um TLC de pleno direito com os indianos em 2006. O governo chileno também concluiu acordos comerciais preferenciais com a Venezuela, Colômbia e Equador. Um acordo de associação com o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), entrou em vigor em outubro de 1996. O Chile conduziu negociações comerciais em 2007 com a Austrália, Malásia e Tailândia, bem como com a China para expandir um acordo existente além do simples comércio de bens. O governo chileno concluiu as negociações com a Austrália e a expansão do acordo com a China em 2008. Os membros do P4 (Chile, Singapura, Nova Zelândia e Brunei), também pretendem concluir um capítulo sobre finanças e investimentos em 2008.[6] A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) concordou em convidar Chile para estar entre os quatro países para abrir discussões para se tornar um membro oficial da organização.[77] O país foi convidado a participar da organização em dezembro de 2009 e aprovado em janeiro de 2010.

O elevado nível de poupança doméstica e as taxas de investimento ajudaram a impulsionar a economia do Chile para taxas de crescimento médio de 8% durante a década de 1990. O sistema de pensões nacionais privatizadas (AFP) tem incentivado o investimento doméstico e contribuiu para uma estimativa de taxa de poupança total nacional de cerca de 21% do PIB.[78]

  O Chile é o quinto maior exportador de vinhos do mundo.[79]

A taxa de desemprego pairava no intervalo de 8%-10% após o início da desaceleração econômica em 1999, acima da média de 7% em 1990. Desemprego finalmente caiu para 7,8% em 2006, e manteve a queda em 2007, com uma média mensal de 6,8% (até agosto).[80] Os salários subiram mais rapidamente do que a inflação como resultado da maior produtividade, aumentando o padrão de vida nacional. A porcentagem dos chilenos com renda familiar abaixo da linha da pobreza, definido como duas vezes o custo para satisfazer uma pessoa em necessidades mínimas nutricionais caiu de 45,1% em 1987 para 13,7% em 2006, de acordo com pesquisas do governo.[81] Os críticos, no Chile, no entanto, argumentam que os valores verdadeiros de pobreza são consideravelmente mais elevados do que os oficialmente publicados, porque o governo constrói a linha de pobreza com base em uma pesquisa de consumo desatualizada. Segundo esses críticos, utilizando os dados da pesquisa de 1997, a taxa de pobreza sobe para 29%.[82] Usando o critério relativo favorecido em muitos países europeus, 27% dos chilenos seria pobre, de acordo com Juan Carlos Feres da CEPAL.[83]

O independente do Banco Central do Chile persegue uma meta de inflação entre 2% e 4%. A inflação não ultrapassa os 5% desde 1998. Chile registrou uma taxa de inflação de 3,2% em 2006. A rápida valorização do peso chileno em relação ao dólar nos últimos anos tem ajudado a diminuir a inflação. A maioria dos assentamentos e dos salários estão indexados os empréstimos, reduzindo a volatilidade da inflação. No âmbito do sistema privado de pensões obrigatórios, a maioria dos trabalhadores do setor formal pagam 10% do seu salário em fundos geridos por entidades privadas.[6]

Total do investimento estrangeiro direto (IED) foi de apenas US$ 3,4 bilhões em 2006, até 52% a partir de um fraco desempenho em 2005. No entanto, 80% do IDE continua a ir para apenas quatro setores: eletricidade, gás, água e mineração. Muito do salto em IED em 2006 foi também o resultado de fusões e aquisições e pouco fez para criar novos postos de trabalho no Chile. O governo chileno tem formado um conselho para a inovação e concorrência, que é encarregada de identificar novos setores e indústrias para a promoção. Espera-se que este, juntamente com algumas reformas fiscais para incentivar os investimentos nacionais e estrangeiros em pesquisa e desenvolvimento, trará no IDE adicionais e novos setores da economia.[6]

Em de 2006, o Chile investiu apenas 0,6% do seu PIB anual em pesquisa e desenvolvimento (I&D). Mesmo assim, dois terços foi gasto governamental. Para além da sua estabilidade econômica e política em geral, o governo também tem incentivado o uso de Chile como uma "plataforma de investimento" para planejamentos de corporações multinacionais para operar na região, mas isso terá valor limitado devido ao clima de negócios em desenvolvimento no Chile em si. A abordagem do Chile para o investimento estrangeiro direto está codificada na Lei de Investimento Estrangeito, que dá aos investidores estrangeiros o mesmo tratamento que os chilenos. O registro é relatado para ser simples e transparente, e os investidores estrangeiros têm garantido o acesso ao mercado de câmbio oficiais estrangeiros para repatriar os seus lucros e de capital.[6]

Confrontado com uma crise econômica internacional, o governo anunciou um plano de 4 bilhões de dólares de estímulo econômico para estimular o emprego e o crescimento apesar da crise financeira global, visando uma expansão de entre 2 por cento e 3 por cento do PIB para 2009. Em 2009 o país entrou em recessão e o PIB encolheu 1,5%, já em 2010 o PIB cresceu 5,3% impulssionado pela alta nos preços do cobre no mercado internacional e pelos investimentos na reconstrução do país após o terremoto.

De acordo com o CIA - The World Factbook a renda per capita chegou a USD 15.500,00 em 2011, o maior rendimento per capita da América do Sul.

  Porto de Valparaíso, um dos principais do país.

  Turismo

O turismo no Chile tem experimentado um crescimento sustentado ao longo das últimas décadas. Em 2005, o turismo cresceu 13,6%, gerando mais de 4,5 bilhões de dólares, dos quais 1,5 bilhões são atribuídos aos turistas estrangeiros. De acordo com o Serviço Nacional de Turismo (Sernatur), 2 milhões de pessoas por ano visitam o país. A maioria destes visitantes vêm de outros países no continente americano, principalmente Argentina, seguido por um número cada vez maior dos Estados Unidos, Europa e Brasil com um número crescente de asiáticos da Coreia do Sul e da República Popular da China.[84]

As principais atrações para os turistas são lugares de beleza natural situadas nas zonas extremas do país: San Pedro de Atacama, no norte, é muito popular com turistas estrangeiros que chegam para admirar a arquitetura Inca, os lagos do altiplano e o Vale da Lua. Em Putre, também no Norte, há o Lago Chungará, bem como os vulcões Parinacota e Pomerape, com altitudes de 6.348 m, 6.282 m, respectivamente. Ao longo dos Andes centrais, há muitas estâncias de esqui de renome internacional, como Valle Nevado e Portillo. No sul, os principais pontos turísticos são o Arquipélago de Chiloé e a Patagônia chilena, que inclui a Parque Nacional Laguna San Rafael, com suas muitas geleiras, e o Parque Nacional Torres del Paine. A cidade portuária de Valparaíso, com sua arquitetura original, também é popular. Finalmente, a Ilha de Páscoa no Oceano Pacífico, é um dos principais destinos turísticos do Chile.

Para os habitantes locais, o turismo está concentrado principalmente no verão (dezembro a março) e, principalmente, nas cidades de praia do litoral. Arica, Iquique, Antofagasta, La Serena e Coquimbo são os principais centros de verão no norte, e Pucón, às margens do Lago Villarrica é a principal delas, no sul. Devido à sua proximidade com Santiago, na costa da região de Valparaíso, com seus muitos resorts de praia, recebe o maior número de turistas. Viña del Mar, vizinha de Valparaíso, é popular por causa de suas praias, casinos e por seu festival de música anual, o mais importante evento musical na América Latina.

Em novembro de 2005, o governo lançou uma campanha sob a marca "Chile: Todas as maneiras surpreendentes", destinado a promover o país internacionalmente tanto para negócios e quanto para o turismo.[85]

  Infraestrutura

  Educação

A educação no Chile é dividida em pré-escola, escola primária, escola secundária, educação técnica ou educação superior (universidade).

De acordo com a constituição do Chile, a escola primária e secundária são mandatórias para todos os chilenos. O estado provê um extenso sistema de vouchers educacionais, que cobrem cerca de 90% dos estudantes da educação primária e secundária. Esse sistema é baseado no pagamento diretamente a escolas baseado na assistência, em termos práticos, se o estudante se transfere para outras escolas, o pagamento de assistência se transfere também.

  Cultura

Durante o período entre o início de assentamentos agrícolas e final do período pré-hispânico, o norte do Chile era uma região de cultura andina que foi influenciada pelas tradições altiplanas e se espalhou para os vales costeiros do norte. Enquanto a região sul era uma área de atividade cultural mapuche.

Durante o período colonial, após a conquista, e durante o início do período republicano, a cultura do país foi dominada pelos espanhóis. Outras influências europeias, principalmente inglesa, francesa e alemã começaram a surgir no século XIX e continuam até hoje. Imigrantes alemães influenciaram a arquitetura em estilo bávaro rural e a gastronomia do sul do Chile, em cidades como Valdívia, Frutillar, Puerto Varas, Osorno, Temuco, Puerto Octay, Llanquihue, Faja Maisan, Pitrufquén, Victoria, Pucón e Puerto Montt.[86][87][88][89][90]

  Literatura

Os chilenos chamam seu país de "país de poetas".[91][92] Gabriela Mistral foi a primeira chilena a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura (1945). O mais famoso poeta chileno, no entanto, é Pablo Neruda, que também ganhou o Prêmio Nobel de Literatura (1971) e é mundialmente conhecido por sua extensa bibliografia de obras sobre romance, natureza e política. Suas três casas altamente personalizadas, localizado em Isla Negra, Santiago e Valparaíso são destinos turísticos populares.

Entre a lista de outros poetas chilenos estão Carlos Pezoa Véliz, Vicente Huidobro, Gonzalo Rojas, Isabel Allende e Nicanor Parra. O romance O Pássaro Obsceno da Noite do romancista José Donoso é considerado pelo crítico Harold Bloom como uma das obras canônicas da literatura ocidental do século XX. Outro escritor chileno reconhecido internacionalmente é Roberto Bolaño, cuja traduções para o inglês tiveram uma excelente recepção da crítica.[93][94][95]

  Esportes

O esporte mais popular do Chile é o futebol. O Chile se classificou para sete Copas do Mundo FIFA, o que inclui a Copa do Mundo FIFA de 1962, sediada no país, onde a seleção nacional de futebol terminou em terceiro lugar. Outros resultados alcançados pela seleção nacional de futebol incluem quatro finais na Copa América, uma medalha de prata e duas de bronze nos Jogos Pan-americanos, uma medalha de bronze nas Olimpíadas de 2000 e dois terceiro lugares nos torneios FIFA Sub-17 e Sub- 20. Os principais clubes de futebol são o Colo-Colo, Universidad de Chile e Universidad Católica. O Colo-Colo é o clube de futebol do país mais bem sucedido, tendo mais campeonatos nacionais e internacionais, incluindo a cobiçada Copa Libertadores da América, o torneio de clubes sul-americanos. A Universidad de Chile foi o último campeão internacional (Copa Sul-Americana de 2011).

O tênis é o esporte mais bem sucedido do país. Sua equipe nacional venceu o torneio World Team Cup duas vezes (2003 e 2004), e jogou a final da Copa Davis contra a Itália em 1976. No Jogos Olímpicos de Verão de 2004 do país ganhou ouro e bronze no individual masculino e ouro em duplas masculinas. Marcelo Ríos se tornou o primeiro latino-americano a alcançar o primeiro lugar no ranking individual da ATP em 1998. Anita Lizana venceu o US Open em 1937, tornando-se a primeira mulher da América Latina a ganhar um torneio de Grand Slam. Luis Ayala foi duas vezes vice-campeão no Aberto da França e Ríos e Fernando González chegaram ao final do Australian Open.

  O Rodeio do Chile é um esporte único do Chile e um dos esportes mais populares do país.

Nos Jogos Olímpicos, o Chile possui duas medalhas de ouro (tênis), sete medalhas de prata (atletismo, equitação, boxe, tiro e tênis) e quatro medalhas de bronze (tênis, boxe e futebol). O Rodeio do Chile é o esporte nacional do país e é praticado em zonas mais rurais do país. Um esporte semelhante ao hóquei chamado chueca era jogado pelo povo mapuche durante a conquista espanhola. O esqui e o snowboard são praticados em centros de esqui localizada nos Andes Centrais, e em centros de esqui do sul perto de cidades como Osorno, Puerto Varas, Temuco e Punta Arenas. O surfe é popular em algumas cidades costeiras. O polo é praticado profissionalmente no Chile e em 2008 o Chile alcançou o prêmio máximo no Campeonato do Mundo de Polo, um torneio em que o país ganhou um segundo e um terceiro lugar em edições anteriores. O basquetebol é um esporte popular, tendo o Chile ganhado uma medalha de bronze no Campeonato Mundial de Basquetebol da FIBA, realizado em 1950, e uma medalha de bronze quando o Chile sediou o campeonato, em 1959. O Chile sediou o primeiro Campeonato Mundial de Basquetebol Feminino, em 1953, terminando o torneio com a medalha de prata. Outros esportes, como maratonas e ultramaratonas, também estão aumentando em popularidade. Do Chile, San Pedro de Atacama é o anfitrião anual do "Atacama Crossing", uma das seis fases de corrida a pé de 250 quilômetros, que atrai anualmente cerca de 150 concorrentes de 35 países.

  Festividades

Dia Festa Notas
1 de Janeiro Ano Novo  
Março-Abril Sexta-Feira Santa Festa Móvel
Março-Abril Sábado Santo Festa Móvel
Março-Abril Páscoa Festa Móvel
1 de Maio Dia do Trabalhador  
21 de Maio Día das Glórias Navais  
29 de Junho São Pedro e São Paulo Segunda-feira mais próxima
16 de Julho Dia da Virgem do Carmo
15 de Agosto Assunção de Nossa Senhora  
18 de Setembro Primeira Junta Nacional de Governo Festas Patrióticas
19 de Setembro Dia das Glórias do Exército Festas Patrióticas
12 de Outubro Descobrimento dos Mundos Segunda-feira mais próxima
31 de Outubro Dia das Isilias Evangélicas e dos Protestantes  
1 de Novembro Dia de Todos os Santos  
8 de Dezembro Imaculada Conceição  
25 de Dezembro Natal  

  Ver também

Portal
A Wikipédia possui o
Portal do Chile

Referências

  1. a b c d Chile. International Monetary Fund. Página visitada em 20 de abril de 2011.
  2. Income Distribution - Inequality. OECD.StatExtracts. Página visitada em 25 de dezembro de 2011.
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    Quote translated from Spanish: ..in Chile the [racial] process is vinculated to a socioeconomic stratification; the Spaniards of the upper class that did not mix, the mix of European Spaniards and mestizo women in the middle strata, in the lowest substrate the mestizo-mestizo and mestizo-amerindians.
  35. a b Valenzuela, C. El Gradiente Sociogenético Chileno y sus Implicaciones Etico-Sociales, Facultad de Medicina, Universidad de Chile
    Quote: Al analizar la composición étnica por estratos sociales nos hemos encontrado con un gradiente sociogenético importante que condiciona la estructura de la morbimortalidad según estrato socioeconómico y la evolución sociocultural de Chile
  36. http://www.fhuce.edu.uy/antrop/cursos/abiol/links/Artics/sans.pdf
  37. http://www.aforteanosla.com.ar/afla/imagenes%20uh/hoja26/genetica%20chilena.htm
  38. La emigración francesa en Chile, 1875-1914: entre integración social y mantenimiento de la especificidad
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  41. Diariovasco.
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  93. Erro: campo title é obrigatório.
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