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definition - Farmacêutica

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farmacêutico (n.m.)

Farmacêuticos

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farmacêutico (n.m.)

botica, drogaria, drograria, Farmacia, farmácia

farmacêutico (adj.)

botica, drogaria, drograria, Farmacia, farmácia

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farmacêutico (n.)



farmacêutico (n.)



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Farmacêutico

                   
  Um boticário, termo utilizado no passado para referir-se ao farmacêutico.

Os farmacêuticos são profissionais da saúde de tradição milenar, sucessores dos boticários, peritos no uso de fármacos e medicamentos e suas consequências ao organismo humano ou animal. De uma maneira geral, podem trabalhar numa farmácia, hospital, na indústria, em laboratórios de análises clínicas, cosméticos, agricultura, prevenção de pragas, distribuição, transporte e desenvolvimento de medicamentos, entre outras funções e lugares.[1]

Peritos no desenvolvimento, produção, manipulação, seleção e dispensação de medicamentos, este profissional, presta o trabalho de assistência farmacêutica,[2] e pode assumir responsabilidade técnica de laboratórios de análises clínicas, distribuidoras, farmácias, etc.[3] Podem também atuar na pesquisa e controle de qualidade de hemocomponentes e hemoderivados. Na área alimentar responsabilizam-se tecnicamente pela análise, interpretação e emissão de laudos. Com curso específico é habilitado para fazer acupuntura. No Brasil, podem exercer cerca de 71 atividades diferentes.[4]

Na antiguidade o farmacêutico elaborava medicamentos a partir de princípios ativos presentes na natureza. Nos tempos modernos, os fármacos em sua maioria, são de origem sintética.

Índice

  História

  História da profissão em Portugal

  Uma botica.

Inicialmente os farmacêuticos eram designados por boticários, ou seja, aqueles que trabalhavam em boticas. Sabe-se da existência de boticários em Portugal desde o século XII.

O primeiro diploma referente à profissão farmacêutica que se conhece em Portugal data de 1338. Reflectindo a importância do papel do boticário, Tomé Pires (c.1465 -1540), boticário de D. Manuel I, foi enviado para a Índia em 1511 como Feitor das Drogas em Cananor. A sua missão era analisar, seleccionar e adquirir as drogas orientais (muitas das especiarias tinham aplicações medicinais), destinadas às naus da Carreira da Índia no período dos descobrimentos. A 27 de Janeiro de 1516, Tomé Pires enviou de Cochim um Rol de Drogas onde descreve de forma pioneira a origem das drogas asiáticas e explica a situação geográfica e política das terras mencionadas. A sua informação terá sido a primeira que forneceu pormenores sobre a sua origem, enumerando algumas características de drogas tão diversas como aljôfar, o aloés, a alquitira, o âmbar, o bálsamo, o bedélio, o cátamo aromático, a canafístula, a canela, a cânfora, o carpobálsamo, a casa línea, a erva lombrigueira, a escamónes, o espiquenardo, o esquinanto, o estoraque liquido, a galanga, a goma arábica, as gomas fétidas, o incenso, espódio, o lápis-lizúli, o linaloés, os mirabólanos, a mirra, a múmia, o ópio, a palha-de-meca, os rubis, o ruibarbo, o sal amoníaco, a sarcacola, o sene, os tamarindos, o tincar, a turbite, o xilo e a zedoária. Tomé Pires teve o propósito de esclarecer o rei de Portugal sobre a geografia vegetal exacta dos produtos em que era perito, anotando a qualidade, a proveniência, o valor e a maneira de os obter e comercializar. Este objectivo foi amplamente concretizado na Suma Oriental que redigiu em Malaca e na Índia, entre 1512 e 1515. Destacou-se depois como o primeiro embaixador português na corte chinesa, sendo autor de Suma Oriental (1515), onde descreve as plantas, drogas medicinais do Oriente e além de aspectos medicinais E também exaustivamente todos os portos de comércio, de interesse potencial para os portugueses no Oceano Índico.

  Formação

A formação de um farmacêutico, começa com o curso superior (actualmente Mestrado Integrado) em Ciências Farmacêuticas. Terminado o curso e inscrição como Farmacêutico na Ordem dos Farmacêuticos, é esta organização profissional que atribui o título de farmacêutico, vem a especialização. A especialidade, é uma formação complementar, com duração variável (mínimo de 4 anos), à qual o farmacêutico concorre junto da Ordem dos Farmacêuticos, e onde se especializa numa determinada área de intervenção, durante uma formação continuada e supervisionada por um Farmacêutico Especialista (responsável pela especialização), no final o Farmacêutico obtém o título de Farmacêutico Especialista numa determinada área de intervenção, com a agregação no Colégio dessa especialidade na Ordem dos Farmacêuticos. Actualmente existem os seguintes colégios de especialidade na Ordem dos Farmacêuticos: Análises Clínicas, Farmácia Hospitalar, Industria Farmacêutica, Farmácia Comunitária e Assuntos Regulamentares.

Ao longo da sua vida profissional, os farmacêuticos, para manterem o seu título profissional e a autorização para exercer a sua profissão, têm obrigatoriamente (estabelecido em diploma legal) de fazer cursos de formação contínua, que lhe dão créditos (pontos) para a revalidação da carteira profissional e, se não obtiverem os créditos necessários, são excluídos da profissão.

Os farmacêuticos portugueses comemoram o Dia Nacional dos Farmacêuticos no dia 26 de setembro.

  História da profissão no Brasil

Os primeiros europeus, degradados, aventureiros, colonos entre outras figuras da sociedade que chegaram até o Brasil, deixados por Martin Afonso, sem opção, tiveram que render-se aos tradicionais ensinamentos dos pajés, utilizando ervas naturais para o combate de suas chagas.[5]

Medicamentos oficiais da Europa, só apareceram quando algum navio português, espanhol ou francês surgiam em expedição, trazendo o cirurgião barbeiro ou uma botica com diversas drogas e curativos.[5]

Foi assim até a instituição do Governo Geral, de Thomé de Souza, que chegou na colônia com diversos religiosos, profissionais e entre eles Diogo de Castro, único boticário da grande armada, que possuia salário e função oficial. Os jesuítas acabaram assumindo funções de enfermeiros e boticários.[5]

Inicialmente, todo medicamento vinha de Portugal já preparado. Todavia, as ações piratas do século XVI e a navegação dificultosa impediam a constância dos navios e era necessário fazer grande programação de uso, como ocorria em São Vicente e São Paulo. Devido a estes fatos, os jesuítas foram os primeiros boticários do Brasil, onde seus colégios abrigavam boticas. Nestas, era possível encontrar remédios do reino e plantas medicinais.[5]

Em 1640 foi legalizado as boticas como ramo comercial. Os boticários eram aprovados em Coimbra pelo físico-mor, ou seu delegado, na então capital Salvador. Tais boticários, devido a facilidade de aprovação, eram pessoas de nível intelectual baixo, por vezes analfabetos, possuindo pouco conhecimento sobre os medicamentos. Comerciantes de secos e molhados se juntavam com boticários para sociedade e isto era prática comum na época.[5]

Em 1744, o exercício da profissão passou a ser fiscalizado severamente, devido a reforma feita por Dom Manuel. Era proibido ilegalidades no comércio das drogas e medicamentos.[5]

O ensino de farmácia só iniciou-se no Brasil em 1824; porém, ainda em 1809, o curso de medicina do Rio de Janeiro (cadeiras: Medicina, Química, Matéria Médica e Farmácia) era instituído e o primeiro livro daquela faculdade foi escrito por José Maria Bontempo, primeiro professor de farmácia do Brasil.[5]

Em 1825, ocorre a consolidação do curso com a criação da Faculdade de Farmácia da Universidade do Rio de Janeiro.[5]

Muitos cursos então surgiram. E em 1857, através do decreto 2055, foi estabelecido condições para boticários não habilitados mantivessem suas boticas. Isto ocorreu devido à atitude dos legisladores, leigos em questões de farmácia.[5]

Somente em 1886 é que o boticário deixa de existir e a figura do farmacêutico ganha força.[5] Para exercer a profissão de farmacêutico no Brasil é necessário estar escrito no Conselho Regional de Farmácia referente ao estado de atuação.

No Brasil é comemorado no dia 20 de janeiro por tradição o Dia do Farmacêutico. Esta data é alusiva à fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF) em 20 de janeiro de 1916 e que é comemorada desde 1942 mas que só foi oficializada em 2007 com a publicação da Resolução no. 460 de 23.03.2007 do Conselho Federal de Farmácia.

  História do ensino farmacêutico no Brasil

A história do ensino farmacêutico no Brasil, inicia-se em 1832, com a Faculdade de Farmácia no Rio de Janeiro associada à Faculdade de Medicina e Cirurgia, e é caracterizada pela tentativa de unificar o modelo educacional. O quadro do farmacêutico ligado somente a medicamentos começa a mudar. Em 1897 começa a funcionar em Porto Alegre a Escola Livre de Farmácia e Química Industrial.[6]

Em 1956 o farmacêutico Julio Fernando Flavio obtém um mandato de segurança para ser responsável técnico de seu laboratório de análises clínicas.[7] As alterações mais importantes neste contexto são os currículos estabelecidos em 1962 (parecer CFE 268 - aprovou o Parecer 268/62, fixando um novo currículo de Farmácia, que num primeiro momento etapa formava o farmacêutico e na segunda o farmacêutico-bioquímico.[8]) e de 1969, que regularam a graduação em farmácia até 2002. A década de 1980, foi palco de discussões entre os profissionais, em conjunto com a discussão sobre a sua formação devido ao Projeto de Saúde para todos no ano 2000, proposto pela Organização Mundial da Saúde - OMS.[9] As Diretrizes Curriculares Nacionais de 2002 - DCN (resolução CNE/CES 02/2002) regulamentaram a formação do farmacêutico com o foco de ser um profissional de saúde e atuar também no Sistema Único de Saúde, além de suas funções tradidicionais.[10]

  O início
Currículo do Curso de Farmácia de 1832[11]
Período Disciplinas
Física médica, botânica médica e princípios elementares de zoologia
Botânica médica e princípios elementares de zoologia, química médica e princípios

elementares de mineralogia

Botânica médica e princípios elementares de zoologia; matéria médica, especialmente a

brasileira; farmácia e arte de formular

O título recebido por este curso inaugural de farmácia no país era farmacêutico. Mesmo assim, durante muitos anos ficou sendo conhecido como boticário. Após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu grande industrialização e o compromisso do Estado com a saúde. Desta forma o medicamento industrializado ganhou lugar das fórmulas manipuladas pelo farmacêutico. Esta conjuntura, possibilitou o atendimento personalizado do farmacêutico em detrimento ao arcaico boticário.[12] Três grandes reformas reformularam o ensino farmacêutico no início do século XX: Reforma de Epitácio Pessoa, em 1901, diminuiu o tempo do curso de Farmácia para 2 anos; Reforma de Rivadavia Correa, em 1911, definiu que o curso voltaria a ter três anos de duração; Reforma de Rocha Vaz, em 1925, o curso passou a ter quatro anos, com conteúdo voltado para a produção industrial de medicamentos, análises microbiológicas e a legislação farmacêutica.[12]

  Primeiras reformas
Currículo de Farmácia em 1925
Período Disciplinas
Física, química geral e mineral; botânica geral e sistemática aplicada à farmácia
Química orgânica e biológica; zoologia geral e parasitologia; farmácia galênica
Microbiologia; química analítica, e farmacognosia
Biologia geral e fisiologia; química toxicológica e bromatológica, higiene e legislação

farmacêutica, e farmácia química

  Formação de farmacêuticos bioquímicos de 1969 (clique para ampliar).

Em 1961, a Lei 4.024 de 20 de dezembro, define as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. E em 1962 o currículo mínimo de farmácia é redefinido, formando um profissional habilitado para exames laboratoriais e indústria farmacêutica.[12]

Cquote1.svg Não basta ao Brasil de nossos dias a figura tradicional do farmacêutico encarregado da Farmácia comercial. Torna-se imperioso preparar os cientistas e os técnicos capazes de dirigir e fazer prosperar uma indústria farmacêutica que faturou cinquenta bilhões de cruzeiros em 1961. Cquote2.svg
(Parecer 268/62, 1962)

Esta forma de ensino acabou por fragmentar o conhecimento, e a discussão ganhou corpo. No ano de 1965, Ministro da Educação recomendou ao CFE para acabar com o curso de farmácia e ser feito em escolas de química. Mesmo assim, este currículo continuou até o fim dos anos 60.[12]

O parecer Parecer nº 287/69, estabeleceu um novo currículo, tornando a farmácia distante do farmacêutico. Possuía três ciclos, onde no último escolhia a habilitação bioquímica ou industrial.[12]

  Farmacêuticos-bioquímicos e farmacêuticos industriais
Currículo mínimo de 1969
Objetivo Ano Disciplinas
Tronco comum 1° e 2° Química Analítica, Química orgânica, Bioquímica, Física, Botânica,

Anatomia, Fisiologia, Parasitologia, Microbiologia, Farmacognosia

Conclusão do curso de farmacêutico/farmacêutico-bioquímico Farmacotécnica, Química Farmacêutica, Economia Farmacêutica, Higiene e Saúde Pública e Deontologia e Legislação Matemática e Estatística, Físico-Química, Química Orgânica, Química Analítica, Radioquímica e Bioquímica
Indústria de alimentos e farmacêutica/
Controle de medicamentos e análise de alimentos
Química terapêutica
Laboratório de saúde pública
Tecnologia Geral; Bromatologia; Tecnologia dos Alimentos,

Tecnologia Farmacêutica, Economia Farmacêutica e Microbiologia e Enzimologia Industriais
Análise Bromatológica Controle Químico e Biológico de Medicamentos
Química Farmacêutica, Fitoquímica, Farmacodinâmica, Quimioterapia experimental e Toxicologia
Química Legal e Toxicológica, Química Bromatológica, Exames Parasitológicos, Microbiológicos e Hematológicos

  Farmacêutico generalista

O farmacêutico generalista surgiu após vários encontros internacionais que tratavam dos cuidados primários de saúde e seis seminários nacionais sobre currículo de farmácia até que estabeleceu-se uma proposta de reformulação do ensino farmacêutico em 1990 e as novas diretrizes curriculares em 2002.

A implementação das novas diretrizes passa por uma mudança na filosofia do ensino de farmácia, até então centrados em habilidades tecnológicas, para oferecer habilidades generalistas, humanistas, com capacidade de avaliar crítica e humanisticamente a sociedade em seus aspectos bio-psico-sociais, trabalhar com a comunidade a sua função social, atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com rigor científico e intelectual, participar e lutar por uma Política Nacional de Assistência Farmacêutica.[12][13][14][15][16][17]

Desta forma o farmacêutico generalista realiza funções da habilitação em farmacêutico-bioquimico, além de ter o ensino direcionado também à saúde pública, tais como realizar, interpretar e emitir laudos e pareceres, responsabilizando-se tecnicamente por análises clinico-laboratoriais,[18] em bromatologia (estudo dos alimentos), indústrias de medicamentos biológicos e biotecnológicos e nas áreas que abrangem toxicologia, infertilidade e reprodução humana,antidoping em atletas e animais, além de participar do controle da poluição ambiental, atuando em laboratórios de análises e pesquisas da poluição atmosférica e no tratamento de dejetos industriais e de águas para consumo humano ou uso industrial.[19] fora as funções milenares na preparação de medicamentos a ele atribuídas.

  Símbolos e juramento

Juramento
  A cobra enrolada na taça, símbolo dos farmacêuticos.
Cquote1.svg Prometo que, ao exercer a profissão de Farmacêutico, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Nunca me servirei da profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, gozem, para sempre, a minha vida e a minha arte, de boa reputação entre os homens. Se dele me afastar ou infringi-lo, suceda-me o contrário. Cquote2.svg
Juramento de farmácia por Hipócrates
A cobra enrolada na taça

A serpente representa a sabedoria, o poder, a ciência e a transmissão do conhecimento transmitido com sabedoria; a taça representa a cura.[20]

Beca e anel

A faixa da beca é amarela e significa saúde, perseverança, naturalidade, limpeza, juventude, e natureza. Esta cor estimula o equilíbrio e a cura. A pedra utilizada é o topázio imperial amarelo, que significa sabedoria e ativa o intelecto, comunicação, atenção aos detalhes, disciplina e atenção como um todo.

  Alguns farmacêuticos na história mundial

  O profissional

  Papel do farmacêutico na sociedade

  Uma farmacêutica alemã.
  Uma farmacêutica microbiologista.

No ano de 1997, a Organização Mundial da Saúde, divulgou uma documentação sobre qualidades gerais que o farmacêutico deve possuir (The role of the pharmacist in the health care system - O papel do farmacêutico no sistema de atenção à saúde) Estas qualidades, em número total de 7, deu o nome ao profissional 7 estrelas, são elas:[21]

  • Prestador de serviços farmacêuticos em uma equipe de saúde;
  • Capaz de tomar decisões;
  • Comunicador;
  • Líder;
  • Gerente;
  • Atualizado permanentemente;
  • Educador.
Cquote1.svg O papel do farmacêutico no mundo é tão nobre quão vital. O farmacêutico representa o órgão de ligação entre a medicina e a humanidade sofredora. É o atento guardião do arsenal de armas com que o médico dá combate às doenças. É quem atende às requisições a qualquer hora do dia ou da noite. O lema do farmacêutico é o mesmo do soldado: servir.

Um serve à pátria; outro serve à humanidade, sem nenhuma discriminação de cor ou raça. O farmacêutico é um verdadeiro cidadão do mundo. Porque por maiores que sejam a vaidade e o orgulho dos homens, a doença os abate - e é então que o Farmacêutico os vê. O orgulho humano pode enganar todas as criaturas: não engana ao farmacêutico. O farmacêutico sorri filosoficamente no fundo do seu laboratório, ao aviar um receita, porque diante das drogas que manipula não há distinção nenhuma entre o fígado de um Rothschild e o do pobre negro da roça que vem comprar 50 centavos de maná e sene.

Cquote2.svg

  Assistência farmacêutica

A assistência farmacêutica é um conceito que engloba o conjunto de práticas voltadas à saúde individual e coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial. São os farmacêuticos responsáveis por prestar o conhecimento do uso de medicamentos de forma racional.[22][23]

A Resolução n° 338, de 6 de maio de 2004 do Conselho Nacional de Saúde do Brasil, diz que a assistência farmacêutica é conjunto de ações voltadas à promoção, à proteção, e à recuperação da saúde, tanto individual quanto coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial, que visa promover o acesso e o seu uso racional; esse conjunto que envolve a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção, programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia da qualidade dos produtos e serviços, acompanhamento e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e da melhoria da qualidade de vida da população.[24]

  Ambientes de trabalho do farmacêutico

  Análises clínicas

  Farmacêuticas trabalhando no laboratório.

De acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos em Saúde do Ministério da Saúde, existiam até 2007, 12.000 laboratórios de análises clínicas no Brasil.[21] Deste total, em 2008, 5.525 laboratórios de análises clínicas tinham como proprietário um farmacêutico.[25] Fora isto, muitos farmacêuticos atuam em análises clínicas, porém não são proprietários de laboratório.

O farmacêutico, quando está no ramo dos laboratórios de análises clínicas, atua na realização de exames toxicológicos, laboratoriais, gerenciamento de laboratórios, assessoria em análises clínicas, pesquisa e extensão, garantia e controle de qualidade dos laboratórios de análises clínicas, magistério superior e planejamento e gestão no setor.[26] Dentre os conhecimentos importantes desta área, valem destacar: bioquímica básica e clínica, hematologia clínica e suas subclasses, tais como coagulação e imuno-hematologia, microbiologia básica e clínica, imunologia básica e clínica, endocrinologia básica e clínica; conhecimento dos líquidos biológicos e derrames cavitários, tais como urina, líquido cefalorraquidiano, esperma, entre outros, parasitologia básica e clínica, micologia básica e clínica, citologia e citopatologia, biologia molecular, controle interno e externo da qualidade laboratorial, fisiologia humana, química analítica e instrumental, toxicologia ocupacional, toxicologia forense e toxicologia ambiental.[21]

Durante sua formação e em sua carreira, o farmacêutico tem conhecimentos aplicados na execução da análise no laboratório e na farmácia comunitária ou comercial, no ato de dispensar o medicamento, quando poderá fazer interpretações dos resultados do exame laboratorial ou análise de alimentos, orientando ao paciente as consequencias do uso do medicamento, adesão ao tratamento e recuperação de sua saúde, realizando assim uma assistência farmacêutica adequada. No laboratório, o farmacêutico prestará orientação sobre a utilização de medicamentos e sua influência nos exames. Ácido acetilsalicílico e corticosteróides são exemplos de medicamentos que podem influenciar no resultado, dificultando a decisão do médico clínico.[27][28] Exemplos deste caso, são a administração de isotretinoína, utilizada no tratamento da acne, altamente teratogênico, que necessita de avaliação do hemograma, triglicerídeos, transaminases e fração beta do hormônio corio-gonadotrófico. Medicamentos como o ácido nicotínico, fibratos, estatinas, vastatinas sempre estão juntos dos exames de colesterol total, HDL, LDL, VLDL e triglicerídeos.[27]

  Além de coletar o sangue, o farmacêutico pode analisá-lo e aplicar seus conhecimentos na assistência farmacêutica.

O farmacêutico português é ligado às análises clínicas, desde os séculos XVIII e XIX. Em 1959, foi criado o Curso de Aperfeiçoamento em Análises Químico-Biológicas, na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e outros nos anos de 1970 e 1974 em Lisboa e Coimbra.[29]

Em Portugal, o Decreto-Lei.29/81 de 24 de junho de 1981, possibilitou a carreira de técnico superior de saúde, que criou diversas licenciaturas, assim diversos ramos surgiram, incluindo o farmacêutico e laboratorial. Depois, a partir de 1988, foi reformulado a carreira de técnico superior de saúde, aumentando o número de disciplinas para atuar em laboratório.

  Principais exames realizados

  Hospitais

  Detalhe de uma farmácia localizada dentro de um hospital na Itália (Prato).

O farmacêutico hospitalar é o responsável pelas atividades da farmácia de um hospital. Tem as funções básicas de selecionar (padronizar), requisitar, receber, armazenar, dispensar (conforme a evolução do sistema, em dose coletiva, individual ou unitária) e controlar os medicamentos (tanto os controlados por lei, quanto os antimicrobianos), observando os ensinamentos da farmacoeconomia, farmacovigilância e das boas práticas de armazenamento e dispensação. Em hospitais onde há serviços de manipulação de medicamentos, o farmacêutico é o responsável, aplicando o ensinamento da farmacotécnica e das boas práticas de manipulação. Ele ainda integra algumas comissões hospitalares, como CCIH (comissão de infecção hospitalar) e CFT (comissão de farmácia e terapia).

  Farmácia de Manipulação ou Farmácia Magistral

O farmacêutico magistral utilizando-se de seus conhecimentos de farmacotécnica, é o responsável pela manipulação de medicamentos nas farmácias magistrais, de manipulação ou também conhecidas como galênicas.

Respeitando as normas de boas práticas de manipulação (publicada por autoridades sanitárias), produz medicamentos que têm como grande atrativo a possibilidade de serem obtidos de forma personalizada (tanto na dose, quanto na forma farmacêutica), e poder alterar componentes, de fórmulas industrializadas, que causem alergias em alguns pacientes.

  Alimentos e bromatologia

  Indústria de fabricação de queijo, um possível local de trabalho do farmacêutico.
  Criança sendo alimentada com leite vitaminado - produto da bromatologia.

O farmacêutico que atua na área de alimentos normalmente exerce suas atividades nas indústrias de alimentos. Várias são as funções que competem aos farmacêuticos, entre elas: desenvolver métodos de obtenção de produtos alimentares para uso humano e veterinário, análise bromatológica e toxicológica, realização de controle microbiológico, químico e físico-químico das matérias-primas e produtos acabados, atuação no desenvolvimento, produção e controle de qualidade de alimentos, processos fermentativos, nutracêuticos e alimentos de uso enteral e parenteral, atuação na normatização e fiscalização junto à vigilância sanitária de alimentos.[31][32]

A área de indústria de alimentos não é privativa dos farmacêuticos e outros profissionais podem atuar nesta área.

O farmacêutico bromatologista é aquele que estuda alimentos. Geralmente trabalham em laboratórios de controle de qualidade, inspeção, vigilância sanitárias, desenvolvimento de novos produtos, setor produtivo de indústrias, instituições de pesquisa como universidades e órgãos públicos.[33]

O início da atuação farmacêutica na área alimentícia no Brasil tem início em laboratórios do governo estaduais, onde executa análises bromatológicas químicas. Em 1892 foi criado o Instituto de Análises Químicas e Bromatológicas de São Paulo, depois chamado de Instituto Adolfo Lutz e do Laboratório Bromatológico no Rio de Janeiro. Era feito o controle de bebidas, medicamentos e alimentos.[33]

O ensino, iniciou-se em 1911, até este ano os farmacêuticos aprendiam sozinhos o desempenho das funções em bromatologia nos laboratórios oficiais.[33]

Um exemplo de sucesso na história é o farmacêutico alemão Henri Nestlé (Heinrich Nestlé), criador da farinha Nestlé e fundador da empresa multinacional Nestlé. Henri, formulou uma farinha à base de leite de vaca em 1867, para o filho de um amigo que negava o leite materno, e esta revelou-se bastante nutritiva.[34]

  Cosmetologia

  Um sabonete, produto que pode ser desenvolvido por farmacêuticos.

Na cosmetologia, o farmacêutico cosmetólogo utiliza as habilidades extraídas da farmacotécnica e anatomia, para o desenvolvimento de cosméticos adequados, que diminuam a incidência de alergias e aumentem a qualidade dos produtos, segundo suas funções. Assim, é possível atuar em farmácias magistrais e também na indústria.

São desenvolvidos e/ou avaliados produtos para tratamento das unhas (esmaltes, removedores, etc), da pele (cremes, loções, óleos, desodorantes, perfumes, protetores solares), para os cabelos (shampoos, cremes de tratamento), entre outros.

  Segurança do trabalho

  Profissional paramentado com EPI's.

Também, relacionado ao ramo industrial, o farmacêutico em segurança do trabalho pode atuar na toxicologia ocupacional, na segurança de trabalhadores expostos a metais como chumbo, mercúrio, cadmio, arsênio, solventes, gases e vapores asfixiantes, agrotóxicos, entre outros. Os riscos ocupacionais também podem ser oriundos de organismos vivos como bactérias e vírus.[35]

Neste ramo de atividade, o farmacêutico que atua em laboratórios, deve estabelecer a rotina correta para os profissionais trabalharem cuidando de sua saúde. Assim ele fiscaliza o uso de equipamentos de proteção individual (EPI's) e utilização segura dos equipamentos, utilizando os procedimentos operacionais padrão, conhecidos como POP's. Dentro deste contexto, ele também tem condições de avaliar a contaminação do ambiente de trabalho.

  Toxicologia

  Busto de Nero - o imperador romano usou cianureto para matar membros indesejáveis de sua família.

A toxicologia anda ao lado da própria história da civilização. Desde tempos remotos, o homem possuia conhecimentos sobre efeitos tóxicos de uma série de plantas e toxinas animais. O Papiro de Ebers, datado de 1500 a.C, já registrava uma sequência de 800 ingredientes ativos, como por exemplo, os metais cobre e chumbo, venenos animais e muitos vegetais tóxicos.[36]

De um modo geral, a toxicologia abrange os campos de atuação em toxicologia clínica, toxicologia analítica, toxicologia experimental e toxicologia forense.[36] A toxicologia para o farmacêutico-bioquímico abrange uma vasta área de atuação. De importância, vale destacar entre outras as áreas de toxicologia ambiental, ocupacional, de medicamentos, cosméticos e social.[36]

A toxicologia ambiental tem como estudo o efeito dos tóxicos contaminantes do ambiente interagindo com os organismos humanos. A toxicologia de alimentos comtempla e avalia as condições de consumo dos alimentos e se podem ser ingeridos ou não. Já a toxicologia social, estuda os efeitos nocivos causados por uso abusivo e não médico de drogas e medicamentos.[36]

  Imunologia

O farmacêutico imunologista atua no desenvolvimento de vacinas e medicamentos que auxiliam no combate a invasores e perturbadores do sistema imune. No auge da Influenza A (H1N1) de 2009, a União Europeia, reuniu grupos farmacêuticos para debater o desenvolvimento de táticas contra a evolução do vírus.[37]

São muitos os exames realizados nesta área, como por exemplo a dosagem das imunoglobulinas IgG, IgM e IgA; Prova de Schick; títulos de iso-hemaglutininas (anti-A e anti-B); contagem e morfologia dos linfócitos; raios-X do timo; provas cutâneas de sensibilidade retardada; leucometria global; prova da redução do nitroblue tretrazolium; dosagem do complemento hemolítico; dosagem de C3; contagem de linfócitos B e T; entre outros.

  Farmácia comercial

  Local de atuação do farmacêutico comercial.

O farmacêutico comunitário é aquele que atende o paciente ou utente diretamente no balcão de uma farmácia comunitária, drogaria, ambulatório ou serviço de atenção primária.

Ele analisa a conformidade das prescrições e dispensando os medicamentos, seguido de orientações quanto ao uso racional dos fármacos e adesão à terapêutica. Realiza ainda ações de atenção farmacêutica ou acompanhamento farmacoterapêutico.

O farmacêutico comercial é o co-responsável pela qualidade dos medicamentos dispensados, obedecendo desta maneira, as boas práticas de armazenamento e dispensação.

Tem a função, ainda, de escriturar o livro de registro de medicamentos controlados ou sistema informatizado, prestando contas às autoridades sanitárias, embora em Portugal, este procedimento esteja praticamente ultrapassado, em virtude das farmácias comunitárias possuirem sistemas informáticos creditados pelo Infarmed - I. P.(Portugal) (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, Instituto Público), e pela Anvisa (Brasil) (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o que permite dispensar o livro de registos.

A Legislação Brasileira obriga todo local de dispensação de medicamentos ter um farmacêutico responsável durante o período de funcionamento do estabelecimento.

  Indústria de medicamentos

O farmacêutico industrial é um profissional que atua na indústria farmacêutica, sendo atribuídas a ele funções que englobam desde a compra de matérias primas para a produção de medicamentos até a etapa final de embalagem e expedição dos produtos fabricados.

Dentre as áreas da cadeia de produção de medicamentos podemos citar também os setores de controle de qualidade, supervisão de produção, desenvolvimento de novos produtos, garantia da qualidade, assuntos regulatórios e farmacovigilância (serviço de atendimento ao cliente) locais onde este profissional deve atuar. São também atribuições o aperfeiçoamento dos processos fabris vigentes e o desenvolvimento de novos fármacos.

As terapêuticas disponíveis pela indústria farmacêutica estão listadas, no Brasil, pelo Dicionário de Especialidades Farmacêuticas (DEF), onde, no qual, ainda estão os endereços e números de telefone dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC) e endereços dos respectivos laboratórios.

O Conselho Federal de Farmácia é o órgão oficial do Brasil que fiscaliza esta atividade. Além deste órgão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Saúde legislam sobre as atividades inerentes a esta profissão.

  Educação

O farmacêutico professor atua em instituições de ensino superior, ministrando as disciplinas de farmacologia, farmacocinética, farmacognosia, farmacotécnica, química orgânica, química farmacêutica dentre outras. Atua também com pesquisador dentro das universidades. A maioria dos farmacêuticos professores possuem mestrado e/ou doutorado em suas áreas de atuação.

Como o farmacêutico possui sólida formação em biologia e química, algumas instituições de ensino médio, também os aceitam como professores destas matérias, também em ensino fundamental na materia de Ciências Biológicas.

  Transporte e distribuição

  Transporte de medicamentos e produtos de saúde, área de atuação do farmacêutico.

A preocupação das agências de saúde, estipulou a obrigatoriedade do farmacêutico nas distribuidoras de produtos farmacêuticos, farmoquímicos e produtos de saúde.[38]

O trabalho consiste em fiscalizar a carga e descarga dos produtos; a temperatura correta do veículo; controle da umidade; controle de pragas e vetores de doença; documentação necessária; validade, lote, armazenamento, automação, etc.

Alguns medicamentos e outros produtos de saúde são alterados, devido a má qualidade no seu transporte. Os fatores que mais influenciam, são a luz, o calor, a umidade e o contato com contaminantes. Assim, o farmacêutico das áreas de transporte organiza e implanta o manual de boas práticas de transporte de acordo com a legislação vigente.

  Homeopatia

  Medicamento homeopático, produzido exclusivamente por farmacêuticos.

Homeopatia é um método terapêutico que baseia-se nos princípios estabelecidos por Christian Friedrich Samuel Hahnemann: cura pelos semelhantes, experimentação na pessoa sadia, doses infinitesimais e medicamento único. E desenvolvido por outros inúmeros cientistas como Hering, Kent, Gathak, Mazzi Elizaldi, Flora Dabbah, Margareth Tyler, Juan Gomes entre outros.

O farmacêutico homeopata produz medicamentos homeopáticos, nas diferentes escalas, métodos e formas farmacêuticas, receitados pelo médico, dentista ou veterinário homeopata, além da orientação aos pacientes, quanto ao uso racional, cuidados e importância da prescrição médica.[39]

  Vigilância Sanitária

São as ações de fiscalização onde o farmacêutico pode atuar. É proporcionar o controle de qualidade de atendimento, fiscalizar os medicamentos vendidos, verificar se os estabelecimentos seguem as normas, entre outras ações de monitoramento.

  Acupuntura

  Homem praticando a acupuntura. Mais uma das habilidades de um farmacêutico.

O farmacêutico acupunturista irá utilizar os princípios da acupuntura para realizar o equilíbrio energético do corpo. Através, geralmente, da inserção de agulhas em locais pré-determinados irá promover o bem estar no paciente. Para tanto, na sua formação, o farmacêutico recebe informações das matérias como anatomia, fisiologia, endocrinologia, bioquímica e demais elementos do seu currículo, sendo aperfeiçoadas por um curso posterior que o habilita em acupuntura.[40]

  Organização mundial

Mundialmente os farmacêuticos são representados pela Federação Internacional Farmacêutica (FIP).

  Áreas de atuação[41][42][43]

  • Acupuntura - O farmacêutico, depois de realizar o curso de acupuntura, pode abrir uma clínica e realizar esta prática devidamente regulada pela legislação.
  • Administração de laboratório clínico - Nas análises clínicas, o farmacêutico pode gerenciar um laboratório. No Brasil existem mais de 5500 laboratórios onde os proprietários são farmacêuticos.
  • Administração farmacêutica - Desenvolve o uso correto do medicamento.
  • Administração hospitalar - No decorrer de sua carreira, este possui conhecimentos sobre saúde pública, economia, administração, entre outros, o que o tornam apto para administrar um hospital.
  • Análises clínicas - Além de gerenciar laboratórios, o farmacêutico possui conhecimentos em hematologia, citopatologia, bioquímica, morfologia celular e outros para o exercício desta função.
  • Assistência domiciliar em equipes multidisciplinares - Parte da assistência farmacêutica, onde temos o profissional realizando serviços de Saúde da Família.
  • Atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência - Em serviços de emergência a atuação do farmacêutico pode evitar mortes, onde este, orientado pelo médico prestará o auxílio medicamentoso necessário.
  • Auditoria farmacêutica - Verifica se a indústria, farmácia, laboratório, etc, estão dentro das normas exigidas pela legislação.
  • Bacteriologia clínica - Detecta bactérias através de meios de cultura, identifica e faz laudos sobre os achados.
  • Banco de cordão umbilical - Utilização das células-tronco do cordão umbilical, importante para pacientes que necessitam de medula óssea.
  • Banco de leite humano - O farmacêutico atua nas técnicas de conservação e testes laboratorias em bancos de leite.
  • Banco de sangue - Coleta, transportes e testes realizados no sangue, para sua posterior utilização.
  • Banco de sêmen - Conservação, testes da bioquímica do sêmen.
  • Banco de órgãos - Conservação, testes bioquímicos e outras análises.
  • Biofarmácia - Estudos de bioequivalência e correlacionar a farmacocinética com a eficácia terapêutica.
  • Biologia molecular
  • Bioquímica clínica - Pode realizar a bioquímica do sangue, hemograma, bioquímica da urina, e outros.
  • Bromatologia - Estuda os alimentos e desenvolve produtos mais nutritivos e saudáveis.
  • Citologia clínica - Estudo das células na clínica
  • Citopatologia - Observa se as células apresentam alguma anormalidade que as torne patológica.
  • Citoquímica - Estuda processos químicos nas células.
  • Controle de qualidade e tratamento de água, potabilidade e controle ambiental - Nas indústrias a qualidade da água é um fator essencial para a qualidade dos produtos, como exemplo podemos citar os injetáveis.
  • Controle de vetores e pragas urbanas - Nesta área o farmacêutico estabelece uma rotina para exterminar uma praga urbana.
  • Cosmetologia - Estudo dos cosméticos, formas de preparo, avaliação química, desenvolvimento, controle de qualidade, etc.
  • Exames de DNA
  • Farmacêutico na análise físico-química do solo
  • Farmácia antroposófica
  • Farmácia clínica
  • Farmácia comunitária - nos postos de saúde, clínicas médicas, entre outros.
  • Farmácia de dispensação -
  • Fracionamento de medicamentos - Vital para a economia e utilização racional do medicamento.
  • Farmácia dermatológica - Elabora e dispensa cosméticos para serem utilizados na pele.
  • Farmácia homeopática - Dispensa e orienta sobre produtos homeopáticos.
  • Farmácia hospitalar - É a farmácia com função de atender pacientes internados ou de emergência, onde os cuidados e restrições são especiais.
  • Farmácia industrial - Produção de medicamentos, alimentos humanos e animais.
  • Farmácia magistral - manipulação de fórmulas.
  • Farmácia nuclear (radiofarmácia) - Manipulação de radiofármacos utilizados para diagnóstico de câncer ou no tratamento do mesmo.
  • Farmácia oncológica - Produtos específicos para pessoas afetadas pelo câncer.
  • Farmácia pública - Farmácias dos governos federais, estaduais e municipais.
  • Farmácia veterinária - Produtos específicos para animais.
  • Farmácia-escola
  • Farmacocinética clínica - Doseamento de fármacos no plasma humano, sendo ferramenta para avaliar a eficácia ou toxicicidade em pacientes hospializados
  • Farmacoepidemiologia - Controle de pragas e vetores de doenças.
  • Fitoterapia - Utilização de medicamentos fitoterápicos na cura de doenças.
  • Gases e misturas de uso terapêutico - Alguns destes gases são usados na anestesia.
  • Genética humana - Diagnósticos por técnicas moleculares.
  • Gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde - O farmacêutico cuida dos materias descartados, com atenção para a contaminação do meio ambiente.
  • Hematologia clínica - Bioquímica do sangue solicitada pelos médicos para desvendar doenças.
  • Hemoterapia -
  • Histopatologia - Define se o a composição histológica está normal ou patológica.
  • Histoquímica - Química dos tecidos.
  • Imunocitoquímica
  • Imunogenética e histocompatibilidade
  • Imunohistoquímica
  • Imunologia clínica - Testes imunológicos reclamados pela clínica médica.
  • Imunopatologia
  • Meio ambiente, segurança no trabalho, saúde ocupacional e responsabilidade social
  • Micologia clínica - Diagnóstico laboratorial de fungos e leveduras
  • Microbiologia clínica - Diagnóstico laboratorial de bacterias
  • Nutrição parenteral
  • Parasitologia clínica - Identifica parasitas.
  • Saúde pública - Em farmácias de postos de saúde, hospitais, ambulatórios. Assim como na prevenção de doenças.
  • Toxicologia clínica
  • Toxicologia ambiental - Estuda a contaminação tóxica de ambientes.
  • Toxicologia de alimentos - Realiza testes bromatológicos, determina quantidades viáveis de constituintes para alimentos, etc.
  • Toxicologia desportiva - Busca devendar casos de dopping, ou uso abusivo de substâncias por atletas.
  • Toxicologia farmacêutica - Estuda as relações tóxicas de medicamentos e fármacos no organismo humano ou animal
  • Toxicologia forense - Investigação de overdoses, mortes por decorrência de produtos químicos, além de diversas outras análises.
  • Toxicologia ocupacional - Estuda a toxicologia dos trabalhadores e seu lugar de trabalho.
  • Toxicologia veterinária - Estuda as substâncias tóxicas que afetam os animais, assim como sua alimentação.
  • Vigilância sanitária - Fiscalização de estabelecimentos que devem seguir normas da vigilância sanitária do país.
  • Virologia clínica - Detecção e identificação de vírus causadores de doença.

No setor público

  Referências

  1. REVISTA DO FARMACÊUTICO ON-LINE. Assistência Farmacêutica: porque a saúde é sua!. Página acessada em 12 de abril de 2009.
  2. Assistência Farmacêutica: porque a saúde é sua!. Página visitada em 05/03/2009.
  3. Conselho Federal do Rio de Janeiro. Perguntas & Respostas. Página visitada em 04/05/2009.
  4. Conselho Federal de Farmácia da Paraíba. Congresso da Fefas será realizado em Porto Alegre. Página visitada em 04/05/2009.
  5. a b c d e f g h i j História da Farmácia Brasileira. Página visitada em 14/03/2009.
  6. Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930), Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz
  7. CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO RIO DE JANEIRO. Seminário Regional Sobre Ensino Farmacêutico. Página visitada em 28/04/2009.
  8. REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS. Evolução da profissão farmacêutica nos últimos 40 anos. Editorial
  9. Tapajó Unipar. HISTÓRIA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA. Página visitada em 28/04/2009.
  10. INTERFACE. I Fórum Nacional de Educação Farmacêutica: o farmacêutico que o Brasil necessita. v.12, n.25, p.461-2, abr./jun. 2008.
  11. CAMPESE M. Ensino Farmacêutico no Brasil: do currículo mínimo às Diretrizes Nacionais Curriculares. 2005. 116f. Monografia (Especialização em Infecção Hospitalar) – Universidade Estadual de Londrina, Paraná, 2005.
  12. a b c d e f FURTADO, Vívian da Silva. Análise do processo de implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Farmácia no Estado do Rio de Janeiro / Vívian da Silva Furtado. – 2008. 129f.
  13. Unesp. Curso de Farmácia generalista. Página visitada em 04/29/2009.
  14. Unesp. Curso de Farmácia-Bioquímica. Página visitada em 04/04/2009.
  15. Uni Radial. Farmácia - Bacharelado. Página visitada em 04/04/2009.
  16. RESENDE, Enio. Compreendendo o seu CHA. São Paulo: Summus, 2008.
  17. Universidade Federal de Farmácia - Pró-Reitoria de Graduação. Farmácia-bioquímica. Página visitada em 04/04/2009.
  18. Portal Terra. Farmácia. Página acessada em 03 de abril de 2009.
  19. Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal. Quais as áreas de atuação? - Farmacêuticos-bioquimicos. Página visitada em 10/03/2009.
  20. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. RESOLUÇÃO Nº 471, de 28 de fevereiro de 2008. Aprova o regulamento sobre os símbolos oficiais dos farmacêuticos.
  21. a b c Cartilha análises clínicas e toxicológicas. Acesso em 05 de abril de 2009.
  22. COORDENADORIA DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DA SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DO CEARÁ - COASF/SESA. Página visitada em 19/01/2009.
  23. Assistência Farmacêutica: porque a saúde é sua!. Página visitada em 19/01/2009.
  24. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA ATENÇÃO BÁSICA. Página visitada em 19/01/2009.
  25. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Estatísticas de Farmácia no Brasil. Dezembro de 2008.
  26. Conselho Regional de Farmácia de São Paulo. Comissão de Análises Clínicas e Toxicológicas. Página acessada em 03 de abril de 2009
  27. a b CECOVISA. O papel das Análises Clínicas na Assistência Farmacêutica. Página visitada em 01/04/2008.
  28. Fenafar. Assistência Farmacêutica no Congresso Nacional. Página visitada em 01/04/2009.
  29. Ordem dos farmacêuticos. Análises Clínicas. Página visitada em 01/04/2008.
  30. Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. Vitória nas Análises Clínicas. Página visitada em 01/04/2009.
  31. Farmácia e Bioquímica da UFSC. Perfil do Farmacêutico Bioquímico/Alimentos. Página visitada em 04/04/2009.
  32. Tubo de ensaio. A concorrência assusta?. Página visitada em 04/04/2009.
  33. a b c WordPress. O farmacêutico e as análises de alimentos. Página visitada em 06/04/2009.
  34. Prêmio Henri Nestlé - Nutrição e Saúde. Henri Nestlé. Um homem à frente do seu tempo.. Página visitada em 06/04/2009.
  35. Conselho Federal de Farmácia. Quem somos. Página visitada em 05/04/2009.
  36. a b c d OGA, Seizi. Fundamentos de Toxicologia. São Paulo: Atheneu, 1996
  37. DN Globo. Gripe suína: UE quer reunião com grupos farmacêuticos. Página visitada em 03/05/2009.
  38. CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Aprovada proposta que regula transporte de medicamentos. Página visitada em 05/05/2009.
  39. ANELLI, Ilza Márcia. Falando de homeopatia. Página visitada em 04/05/2009.
  40. Sobrafa. Acupuntura. Página visitada em 07/09/2009.
  41. Curso Superior de Farmácia. Página visitada em 14/03/2009.
  42. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Busca por áreas de atuação. Página acessada em 12 de abril de 2009
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  Ver também

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