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definition - Mato_Grosso_do_Sul

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Mato Grosso do Sul

                   
Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Mato Grosso.
Estado de Mato Grosso do Sul
Bandeira de MS
Brasão de Armas de MS
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino do estado de Mato Grosso do Sul
Gentílico: sul-mato-grossense, mato-grossense-do-sul

Localização de Mato Grosso do Sul no Brasil

Localização
 - Região Centro-Oeste
 - Estados limítrofes Bolívia (NO), Paraguai (OS), GO (NE), MG (L), MT (N), PR (S) e SP (SE)
 - Mesorregiões 4
 - Microrregiões 11
 - Municípios 79
Capital Campo Grande
Governo 2011 a 2015
 - Governador(a) André Puccinelli (Partido do Movimento Democrático Brasileiro)
 - Vice-governador(a) Simone Tebet (Partido do Movimento Democrático Brasileiro)
 - Deputados federais 8
 - Deputados estaduais 24
 - Senadores Delcídio Amaral (Partido dos Trabalhadores)
Antônio Russo Neto (Partido da República)
Waldemir Moka (Partido do Movimento Democrático Brasileiro)
Área  
 - Total 357 124,962 km² () [1]
População
 - Censo 2010 2 449 341 hab.
 - Densidade 6,86 hab./km² (19º)
Economia 2008
 - PIB R$33 145 000 000,00 (17º)
 - PIB per capita R$14 188,00 (11º)
Indicadores 2008[2]
 - Esper. de vida 74,0 anos ()
 - Mort. infantil 17,4‰ nasc. ()
 - Analfabetismo 8,1% ()
 - IDH (2005) 0,802 () – elevado[3]
Fuso horário UTC-4
Clima Subtropical, tropical de altitude e tropical Cfa, Cwa, Aw
Cód. ISO 3166-2 BR-MS
Site governamental www.ms.gov.br

Mapa de Mato Grosso do Sul

O Mato Grosso do Sul é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado ao sul da região Centro-Oeste. Tem como limites os estados de Goiás a nordeste, Minas Gerais a leste, Mato Grosso (norte), Paraná (sul) e São Paulo (sudeste), além da Bolívia (oeste) e o Paraguai (oeste e sul). Possui uma área de 357 124,962 km², sendo maior que a Alemanha. Sua população estimada em 2009 é de 2 360 498 habitantes, conferindo ao estado a 21ª população. Sua capital e maior cidade é Campo Grande e outros municípios importantes são Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina e Aquidauana.

O estado constituía a parte meridional do estado do Mato Grosso, do qual foi desmembrado por lei complementar de 11 de outubro de 1977 e instalado em 1 de janeiro de 1979, porém a história e a colonização da região, onde hoje está a unidade federativa, é bastante antiga remontando ao período colonial antes do Tratado de Madri, em 1750, quando passou a integrar a coroa portuguesa. Durante o século XVII, foram instaladas duas reduções jesuíticas, Santo Inácio de Caaguaçu e Santa Maria da Fé do Taré, entre os índios guaranis na região então conhecida como "Itatim". Uma parte do antigo estado estava localizado dentro da Amazônia Legal, cuja área, que antes ia até o paralelo dezesseis, estendeu-se mais para o sul, a fim de beneficiar, com seus incentivos fiscais, a nova unidade da federação. Apesar de sempre se localizar na Região Centro-Oeste do Brasil, historicamente está vinculado mais às regiões Sul e Sudeste por questões culturais e demográficas. Mato Grosso do Sul teve na pecuária, na extração vegetal e mineral e na agricultura, as bases de um acelerado desenvolvimento iniciado no século XIX.

Tem, como bebida típica, o tereré[4]: o Mato Grosso do Sul é o estado-símbolo dessa bebida e maior produtor de erva-mate da Região Centro-Oeste do Brasil.[5] O uso desta bebida, derivada da erva-mate (Ilex paraguariensis), nativa do Planalto Meridional do Brasil, é de origem pré-colombiana. O Aquífero Guarani compõe parte do subsolo do estado,[6] sendo o Mato Grosso do Sul detentor da maior porcentagem do aquífero dentro do território brasileiro.

Índice

  História

Historicamente vinculado ao Sudeste e Sul brasileiros (até o século XVIII seu território, juntamente com o estado do Paraná, pertencia à província de São Paulo), Mato Grosso do Sul teve, na agropecuária e na extração vegetal, as bases de um rápido desenvolvimento iniciado no século XIX, enquanto o norte minerador (o atual estado de Mato Grosso) vivia sua decadência.

O desenvolvimento desigual entre o norte e o sul do antigo estado de Mato Grosso inspirou movimentos separatistas desde o século XIX.[7] Novas lutas e tentativas de se criar o estado de Mato Grosso do Sul foram registrados durante o surto da borracha, o que exigiu intervenção federal em 1917. Em 1932, foi criada a "Liga Sul-mato-grossense" com fim de coordenar a campanha separatista. Apostando na Revolução de 1932, os sulistas aliaram-se aos paulistas em troca de seu apoio às reivindicações separatistas. Entre julho e outubro de 1932, foi constituído o "Estado de Maracaju", que veio a ser derrotado juntamente com os constitucionalistas. Vindo ao encontro dos interesses dos habitantes de Mato Grosso do Sul, havia já um plano para a redivisão do território brasileiro desde a Constituinte de 1823. Justificava-o, sobretudo, a preocupação com os enormes vazios demográficos no Pará, Mato Grosso e Goiás.

Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, o presidente brasileiro Getúlio Vargas decidiu desmembrar seis territórios estratégicos para serem administrados diretamente pelo governo brasileiro. Foi criado, assim, o Território Federal de Ponta Porã, desmembrado do sudoeste do antigo estado de Mato Grosso, território este remembrado ao Mato Grosso pela Constituição brasileira de 1946. A defesa da redivisão foi retomada pelos tenentes que participaram da Revolução de 1930 e mais tarde, em 1950, por oficiais da Escola Superior de Guerra, que se dedicaram a examinar detalhadamente o assunto. Em 11 de outubro de 1977, o então presidente do Brasil, Ernesto Geisel, assinou a lei que, finalmente, desmembrava do território do Mato Grosso um novo estado, Mato Grosso do Sul. Entre os argumentos justificadores do ato, incluíam-se imposições administrativas - o território era grande demais para ser administrado por uma só máquina administrativa - e preceitos da Doutrina de Segurança Nacional, que considerava pouco recomendável a existência de estados grandes e potencialmente ricos na região de fronteira. O estado de Mato Grosso do Sul foi oficialmente instalado em 1 de janeiro de 1979, sendo o primeiro governador Harry Amorim Costa, nomeado pelo presidente Ernesto Geisel.

  Divisão administrativa do Brasil após a Guerra dos Emboabas

  Etimologia e linguística

O termo "Mato Grosso do Sul" é uma dissidência de "Mato Grosso", criada quando o estado foi desmembrado de Mato Grosso. Já a origem do termo "Mato Grosso" é incerta, acreditando-se que seja originário da palavra guarani kaaguazú (kaa, "bosque", "mata" e guazú, "grande", "volumoso"), que significaria, aproximadamente, "Mato Grosso".[8]

Linguisticamente, o nome "Mato Grosso do Sul" se faz acompanhar por artigo definido, como acontece com nomes geográficos derivados de termos genéricos: "o Mato Grosso do Sul", "o Rio de Janeiro", "o Espírito Santo". Entretanto, este uso é contestado e há quem prefira eliminar o artigo definido: "em Mato Grosso do Sul".

  Geografia

  Localização e território

  Pantanal, o maior ecossistema do estado

O estado de Mato Grosso do Sul está localizado no sul da região Centro-Oeste do Brasil e tem como limites Goiás ao nordeste, Minas Gerais ao leste, Mato Grosso ao norte, Paraná ao sul, São Paulo ao sudeste, Paraguai ao oeste e sul e a Bolívia ao noroeste.

Ocupa uma superfície de 358 159 quilômetros quadrados, participando com 22,2 por cento da superfície da Região Centro-Oeste do Brasil e 4,2 por cento da área territorial brasileira (de 8 514 876,6 km²), sendo ligeiramente maior que a Alemanha. Possui, ainda, 78 municípios, 165 distritos, quatro mesorregiões geográficas e onze microrregiões geográficas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

  Relevo

O arcabouço geológico do Mato Grosso do Sul é formado por três unidades geotectônicas distintas: a plataforma amazônica, o cinturão metamórfico Paraguai-Araguaia e a bacia sedimentar do Paraná. Sobre essas unidades, visualizam-se dois conjuntos estruturais. O primeiro, mais antigo, com dobras e falhas, está localizado em terrenos pré-cambrianos, e o segundo, em terrenos fanerozoicos, na bacia sedimentar do Paraná.

Não ocorrem grandes altitudes nas duas principais formações montanhosas, as serras da Bodoquena e de Maracaju, que formam os divisores de águas das bacias do Paraguai e do Paraná. As altitudes médias do estado ficam entre duzentos e seiscentos metros.

  Clima e pluviosidade

Na maior parte do território do estado predomina o clima do tipo tropical ou tropical de altitude, com chuvas de verão e inverno seco, caracterizado por médias termométricas que variam entre 25°C na Baixada do Paraguai e vinte graus centígrados no planalto. No extremo meridional ocorre o clima subtropical, em virtude de uma latitude um pouco mais elevada e do relevo de planalto.

As geadas são comuns no sul do estado registrando em média três ocorrências do fenômeno por ano. Observa-se o mesmo regime de chuvas de verão e inverno seco e a pluviosidade anual é, também, de aproximadamente 1 500 milímetros.

  Hidrografia

  Vista aérea do Rio Paranaíba na divisa de Itumbiara (em Goiás) e Araporã (em Minas Gerais)

O território estadual é drenado a leste pelos sistemas dos rios Paraná, sendo seus principais afluentes os rios Sucuriú, Verde, Pardo e Ivinhema; a oeste é drenado pelo Paraguai, cujos principais afluentes são os rios Taquari, Aquidauana e Miranda. Pelo Rio Paraguai escoam as águas da planície do Pantanal e terrenos periféricos. Na baixada, produzem-se anualmente inundações de longa duração.

A linha de divisa com o estado de Mato Grosso segue limites naturais formados por vários rios.

  Vegetação

Os cerrados recobrem a maior parte do estado, mas também destaca-se a Floresta Estacional Semidecidual. Há ainda a presença de pampas e Mata Atlântica.

Na planície do Pantanal, no oeste do estado, durante o período de cheias do Rio Paraguai , a região vira a maior região alagadiça do planeta, lá se combinam vegetações de todo o Brasil (até mesmo da Caatinga e da Floresta Amazônica). É um dos biomas com maior abundância de biodiversidade do Brasil, embora seja considerada pouco rica em número de espécies.

  Demografia

A população de Mato Grosso do Sul tem crescido a altos níveis desde a década de 1870, quando o estado passou a ser efetivamente povoado. Entre a década de 1940 e o ano de 2008, a população aumentou quase dez vezes, ao passo em que a população do Brasil, no mesmo período, aumentou pouco mais que quatro vezes. Isso, no entanto, não se dá devido a uma alta taxa de natalidade no estado, mas à grande quantidade de migrantes de outros estados ou imigrantes em Mato Grosso do Sul. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano de 2005, 30,2% da população residente no estado não era natural daquela unidade da federação,[10] ao passo em que a taxa de fecundidade no estado no ano 2000 era a décima menor do Brasil, com 2,4 filhos por mulher.[11]

  Etnias

  Índia guarani caiouá exibindo seu título eleitoral, no município de Antônio João, no sul do estado

As migrações de contingentes oriundos dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo e imigrações de países como Alemanha, Espanha, Itália, Japão, Paraguai, Portugal, Síria e Líbano foram fundamentais para o povoamento de Mato Grosso do Sul e marcaram a fisionomia da região. O estado é, ainda, o segundo do Brasil em número de habitantes ameríndios, de várias etnias, entre elas Atikum, Guarany [Kaiwá e Nhandéwa], Guató, Kadiwéu, Kamba, Kinikinawa, Ofaié, Terena, Xiquitano (Fundação Nacional do Índio, 2008).

O grande número de descendentes de ameríndios e de imigrantes paraguaios, que, em sua maioria, têm, como ancestrais, os índios guaranis, são dois fatores que contribuem para a alta porcentagem dos chamados "pardos" na população do estado de Mato Grosso do Sul. Já a ascendência afro-brasileira desse grupo étnico não é tão numerosa quanto a indígena. A população indígena do estado totalizava, em 2008, 53 900 pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A área mais povoada do antigo estado do Mato Grosso, com uma densidade demográfica bastante alta, era o planalto da Bacia do Rio Paraná, onde ocorrem solos de terra vermelha com topografia regular. Ao ser constituído, no final da década de 1970, Mato Grosso do Sul contava com uma densidade média de 3,9 habitantes por quilômetro quadrado - alguns municípios chegavam a ter mais de cinquenta habitantes por quilômetro quadrado-, em contraste com o norte, atual Mato Grosso, de menor densidade.

  Migração

Pelas informações dos censos de 1991 e 1996, entre 1970 e 1990 houve redução nas migrações interestaduais nas últimas décadas e também queda do saldo migratório em Mato Grosso do Sul. Segundo os dados, em 1991 houve a entrada de 124 045 pessoas de outros estados e a saída de 105 009, resultando no saldo migratório de 19 036. Já em 1996, 87 374 pessoas imigraram para o estado e 73 748 emigraram desse para outros estados, resultando num saldo migratório de 13 626 habitantes.[carece de fontes?]

No geral, o cenário demográfico e social apresentado em Mato Grosso do Sul se baseia na tomada de decisões das diversas instâncias de atuação da sociedade civil, da academia e dos diversos níveis de governos, possibilitando e adequando o planejamento e ações dentro de uma visão panorâmica real nos níveis desejados de qualidade de vida e com o devido padrão de desenvolvimento sustentável.

  Imigração

Durante seus quase quinhentos anos de história espanhola, portuguesa e brasileira, a chegada de imigrantes, colonizadores e conquistadores foi constante. Desde que o primeiro colonizador europeu, Aleixo Garcia, que teria pisado em seu território em 1524, ao percorrer a trilha do Peabiru, o estado de Mato Grosso do Sul recebeu migrantes de diversas partes do Brasil nas diferentes fases de sua ocupação. Visando a substituição da mão de obra escrava por trabalhadores livres no Brasil, o Governo Imperial passou, a partir da segunda metade do século XIX, a promover mais ativamente a imigração, principalmente europeia para o Brasil. Dessa época até o nacionalismo do Estado Novo, que dificultou a imigração, o Brasil recebeu milhões de imigrantes, não só europeus. O sul mato-grossense não foi exceção.

A partir de 1890, o estado de Mato Grosso – notadamente o sul mato-grossense – apresentou uma população de estrangeiros crescente, superior a seis por cento da população total, até 1920, quando o número decaiu para entre cinco e três por cento da população em 1970.[12] De qualquer maneira, no período entre 1872 e 1970, o Mato Grosso e o sul mato-grossense tiveram continuadamente uma população estrangeira acima da média nacional, caso este que somente se repetiu com quatro outros estados e a cidade do Rio de Janeiro. Na cidade de Corumbá, por exemplo, era difícil localizar quem falasse o idioma português. Entre 1920 e 1970, mais de cinquenta por cento dos estrangeiros que habitavam o Mato Grosso eram paraguaios. Outros treze por cento eram naturais da Bolívia.

  Cidades

Mato Grosso do Sul está entre as unidades da federação que apresentam as maiores taxas de urbanização do país, com 85,4%.[13] A população urbana do estado, a partir dos anos 1980, apresenta um acentuado crescimento. Apesar das atividades rurais exercerem forte influência, o crescimento urbano cresce em harmonia com a agropecuária, que é proporcionalmente muito forte, pois se modernizou nos últimos anos e favoreceu a migração do campo para as cidades. Os domicílios compostos por quatro pessoas constituem o maior número de domicílios no estado, sendo esta tendência quase homogênea no País e reflete, na média, o predomínio da chamada família nuclear, ou seja, casal e dois filhos. Entre as cidades que compõem o estado, destacam-se as cidades de maior população. Relação e informações das que tem mais de 40 000 habitantes (censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010) em ordem decrescente:

  • Campo Grande (população de 787 204 habitantes; produto interno bruto (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-2008) de 10 462 086 000 reais; área total de 8 118,4 km² e 154,4548 km² de área urbana): capital e maior cidade sul-mato-grossense, se localiza no centro geodésico do estado, entre o Planalto da Serra de Maracaju e o Rio Aquidauana. Tem posição estratégica, sendo passagem quase obrigatória para o Paraguai, Bolívia e o turismo no Pantanal e Bonito. A cidade é conhecida pelo seu planejamento, museus, centros culturais, parques, bibliotecas, entre outros. Antes do desmembramento, Campo Grande já era considerada a maior cidade do estado de Mato Grosso. Após a divisão, continua sendo a maior cidade de Mato Grosso do Sul.
  • Dourados (população de 196.068 habitantes; produto interno bruto de 2 872 065 000 reais; área total de 4 096,9 km² e 40,6800 km² de área urbana): é a maior cidade do interior do estado e a segunda depois da capital, é conhecida por ser um importante centro comercial, industrial e agropecuário do estado, além de referência no ensino superior, sendo sede de duas universidades públicas (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal da Grande Dourados) além de duas privadas (Centro Universitário da Grande Dourados e Universidade Anhanguera);
  • Corumbá (população de 103 772 habitantes; produto interno bruto de 2 846 250 000 reais; área total de 65 165,8 km² e 21,5777 km² de área urbana): às margens do Rio Paraguai, é conurbada com Ladário e mais duas cidades do lado boliviano (Puerto Suárez e Puerto Quijarro), que são procuradas por seu artesanato em cerâmica, couro, lã, prata e tapeçaria. Importante centro cultural e de eventos de Mato Grosso do Sul, possui vários centros culturais e de exposições, museus e bibliotecas, além de sediar o Festival América do Sul, maior evento multicultural do continente. Em pleno Pantanal, além de ser centro de apoio dentro da região, a cidade oferece voos panorâmicos sobre a região e safáris fotográficos;
  • Três Lagoas (população de 101 722 habitantes; produto interno bruto de 1 518 087 000 reais; área total de 10 235,8 km² e 18,4870 km² de área urbana): situada no extremo leste do estado, na divisa com o estado de São Paulo, é conhecida pelo turismo no Rio Paraná e pela Hidrelétrica de Jupiá;
  • Ponta Porã (população de 77 866 habitantes; produto interno bruto de 726 502 000,00; área total de 5 359,3 km² e 13,7151 km² de área urbana): situada no cone sul do estado, também atrai muitos visitantes por ser centro de livre comércio;
  • Naviraí (população de 46 355 habitantes; produto interno bruto de 603 860 000 reais; área total de 3 172,9 km² e 7,3800 km² área urbana): está situada no cone sul do estado, sendo um importante centro regional pelo comércio e serviços que oferece. Possui duas universidades públicas a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
  • Aquidauana (população de 45.623 habitantes; produto interno bruto de R$ 398.907.000,00; área total de 17.008,5 km² e 8,6344 km² de área urbana): está localizada na entrada do Pantanal e entre fevereiro e outubro a pesca é permitida e cada espaço à beira do rio passa a ser disputado pelos que querem pescar seu peixe;
  • Nova Andradina (população de 45.599 habitantes; produto interno bruto de R$ 597.429.000,00; área total de 4.788,2 km² e 7,6635 km² de área urbana): está situada no sudeste do estado, é fortemente dependente da agropecuária, sendo também um importante polo de criação e abate de bovinos do Brasil;
  • Sidrolândia (população de 42 076 habitantes; produto interno bruto de 581 603 000 reais; área total de 5 300,9 km² e 4,2061 km² de área urbana): está situada próximo a Campo Grande, sendo um importante centro agropecuário. Sidrolândia encontra-se nos campos da Vacaria do Planalto da Serra de Maracaju, seu solo é levemente ondulado e constituído de terra vermelha, resultado da decomposição de rochas vulcânicas.
  • Paranaíba (população de 40 174 habitantes; produto interno bruto de 483 746 000 reais; área total de 5 423,6 km² e 7,7400 km² de área urbana): localiza-se estrategicamente numa região de integração das economias do Brasil (Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais) e se situa também no entroncamento de três macro-eixos de desenvolvimento econômico estadual (ao lado do eixo aquaviário do Rio Paraná; eixo da Ferronorte e eixo do Gasoduto Bolívia-Brasil). É o portal do nordeste de Mato Grosso do Sul e famosa pela ponte metálica.

  Política

O poder político em Mato Grosso do Sul é representado pelo governador, vice-governador e secretários estaduais. Para o governador criar alguma lei, é preciso a aprovação do Poder Legislativo, sendo este composto pela Assembleia Legislativa (AL). A gestão do governador torna-se mais fácil quando recebe apoio dos deputados estaduais. O atual governador de Mato Grosso do Sul é André Puccinelli e a AL estadual possui 24 deputados estaduais.

A sede do governo do estado fica dentro do Parque dos Poderes, em Campo Grande.

  Economia

A região onde Mato Grosso do Sul está localizado contribui muito para o seu desenvolvimento econômico, pois é vizinho de grandes centros produtores e consumidores do Brasil: Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de fazer fronteira com a Bolívia e o Paraguai, uma vez que se situa na rota de mercados potenciais de toda a zona ocidental da América do Sul e se comunica com a Argentina através da Bacia do rio da Prata, dando também acesso ao Oceano Atlântico e ao Pacífico através dos países andinos.

A principal área econômica do estado do Mato Grosso do Sul é a do planalto da Bacia do Paraná, com seus solos florestais e de terra roxa. Nessa região, os meios de transporte são mais eficientes e os mercados consumidores da região Sudeste estão mais próximos.

Sua economia está baseada na produção rural (animal, vegetal, extrativa vegetal e indústria rural), indústria, extração mineral, turismo e prestação de serviços. O estado possui um dos maiores rebanhos bovinos do país. Além da vocação agropecuária, a infra-estrutura econômica existente e a localização geográfica permitem ao estado exercer o papel de centro de redistribuição de produtos oriundos dos grandes centros consumidores para o restante da região Centro-Oeste e a região Norte do Brasil.

No estado, 44,77% da população residente compõe a população economicamente ativa. Quanto ao rendimento médio das pessoas de dez anos ou mais (1 366 871 habitantes), 55,85% (763 293 habitantes) têm, como renda média mensal, até um salário-mínimo. Segundo dados da Secretaria de Estado de Finanças, Orçamento e Planejamento de Mato Grosso do Sul, do total de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços arrecadado pelo estado, 52,7% provém do comércio, 23,7% da agropecuária, 17,2% de serviços e o restante vem da indústria.

A maior economia do estado é Campo Grande com um produto interno bruto de mais de 10 000 000 000 de reais, seguido de Dourados (2 870 000 000 de reais), Corumbá (2 840 000 000 de reais) e Três Lagoas (1 500 000 000 de reais). Segue abaixo a lista dos vinte maiores produtos internos brutos per capita do estado:

  Corredor bioceânico

As saídas para o Pacífico e Atlântico possuem uma característica única, que as diferenciam das demais. Elas são de molde a proporcionar uma reversão de expectativas em toda a região fronteiriça brasileira situada dentro das suas regiões de influência. Em outras palavras, colocam em situação mais privilegiada em termos de desenvolvimento potencial as regiões mais afastadas dos grandes centros colonizados, tendo em vista que, quanto mais afastadas, mais próximas estarão dos portos oceânicos no Pacífico.

Entre os produtos a serem exportados da região de influência dos corredores para o Pacífico e Atlântico aqui estudados, abrangendo os estados (ou parte deles) de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amazonas e Acre, podemos citar: produtos agrícolas com ou sem beneficiamento (soja, milho, arroz, açúcar, cacau, café, frutas etc.), produção extrativista vegetal (madeira beneficiada, borracha, castanha etc.), carne frigorificada (de boi e de frango) e produtos industrializados.

Chama-se a atenção para o fato de que o transporte de mercadorias por contêineres reforça a viabilidade desses corredores.

  Turismo

  Pôr do sol no Pantanal Sul-mato-grossense

O Mato Grosso do Sul é mundialmente conhecido por sua biodiversidade, encontrada principalmente no Complexo do Pantanal e no Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Sua capital é Campo Grande e suas principais cidades turísticas são Bonito, Jardim e Bodoquena localizados no Parque Nacional da Serra da Bodoquena; cidades de Corumbá, Aquidauana, Anastácio e Porto Murtinho no Complexo do Pantanal; Ponta Porã e Bela Vista na fronteira com o Paraguai, além das cidades de Costa Rica, Rio Verde e Fátima do Sul.

  Infraestrutura

Estruturalmente o MS, além da logística completa, é referencia também na área da educação e pesquisa.

  Transporte

  Terrestre

Rodoviário
  • Rodovias

Seu sistema viário contribui em boa medida para o escoamento da produção agropecuária. Os principais eixos rodoviários são:

  • Rodoviário de passageiros

Tendo uma malha rodoviária desenvolvida para os padrões nacionais, MS possui vários terminais rodoviários de passageiros, se destacando os terminais de Campo Grande, Dourados e Corumbá.

Mato Grosso do Sul sedia ainda três grandes empresas nacionais de transporte rodoviário de passageiros: Expresso Queiroz, Viação Cruzeiro do Sul e Viação São Luiz.

Ferroviário
  Ferrovia na divisa de Mato Grosso do Sul com São Paulo, em Aparecida do Taboado

O estado é servido por duas linhas ferroviárias:

  Fluvial

A navegação fluvial, que já teve importância decisiva, vem perdendo a preeminência. Dois eixos fluviais compõem o estado, ambos pertencentes à [Bacia do Rio da Prata]]:

Rio Paraguai

O Rio Paraguai integra o estado com os países vizinhos Paraguai e Argentina, e com Mato Grosso pelo porto de Cáceres. Os principais produtos transportados no rio são: minérios de ferro e de manganês, cimento, madeira, derivados de petróleo e gado em pé. No ano de 1999, essa hidrovia começou a transportar açúcar, partindo de Porto Murtinho. Os principais portos são os de Corumbá (Corumbá, Ladário e Porto Esperança) e Porto Murtinho.

Rio Paraná

É através desse rio que corre a Hidrovia Tietê-Paraná.

  Aéreo

Mato Grosso do Sul é um estado muito bem servido no que diz respeito a aeroportos, possuindo cinco em operação:

  Energia

Mato Grosso do Sul possui uma capacidade de geração de energia instalada é de 7.826,5 MW, sendo 94% é de origem renovável. Desse total, 6.740,8 MW são provenientes de usinas hidrelétricas, 464,7 MW de gás natural, 427,4 MW de biomassa e 182,8 MW de pequenas centrais hidrelétricas.[16] Porém, até 2015, a capacidade de geração terá um incremento de 4 208,4 MW a partir do início das operações da Usina Hidrelétrica São Domingos dentre outras usinas de biomassa e PCHs.[17] Ainda assim, a maior parte da energia consumida no estado é produzida pela usina hidrelétrica de Jupiá, próximo à divisa com São Paulo.[18]

  Saúde

Na saúde, o estado se destaca pelos hospitais, sendo o mais conhecido o Hospital Adventista do Pênfigo.

  Ensino e pesquisa

Resultados no ENEM
Ano Português Redação
2006[19]
Média
34,84 (11º)
36,90
53,54 (4º)
52,08
2007[20]
Média
48,41 (11º)
51,52
56,74 (6º)
55,99
2008[21]
Média
39,36 (11º)
41,69
59,02 (10º)
59,35

A taxa de analfabetismo em Mato Grosso do Sul decresceu no final do século XX, com reduções nos níveis de analfabetismo classe etária de 10 anos e mais, passando de 23,37%, em 1980, para 9,5% em 2004. E apesar das reduções serem significativas, os dados da área urbana e rural foram bem distintos.[carece de fontes?]

  Cultura

  O tereré, a bebida típica do estado

A cultura inclui a linguagem, as crenças, os costumes, as cerimônias, a conduta, a arte, a culinária, a moda, o folclore, os gestos e o modo de vida de determinado número de pessoas em um período. O local onde se situa, o meio ambiente, a economia e o que cerca um povo influência o seu modo de vida. A cultura local é uma mistura de várias contribuições das migrações ocorridas em seu território:

  Práticas esportivas

Mato Grosso do Sul possui vários equipamentos esportivos que impulsionam o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas, com um razoável planejamento de infraestrutura esportiva: recebe todo ano eventos esportivos e automobilísticos importantes como a Formula Truck e a Stock Car. O maior estádio universitário da América Latina também se encontra no estado.

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 22 de julho 2010.
  2. Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 22 de outubro de 2009.
  3. Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (15 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
  4. Prefeitura da Cidade de Campo Grande. Famoso Tereré. Página visitada em 26 de novembro de 2009.
  5. Revista Científica Eletrônica de Agronomia. Evolução da cultura de erva-mate no Brasil durante o período de 1995 a 2005. Página visitada em 26 de novembro de 2009.
  6. Portal Uniágua: Aquífero Guarani
  7. Título ainda não informado (favor adicionar).
  8. Título ainda não informado (favor adicionar).
  9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sinopse do Censo Demográfico 2011. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2011. 261 p. ISBN 978-85-240-4187-7. Página visitada em 4 de setembro de 2011.
  10. IBGE, PNAD 2005 – Mato Grosso do Sul.
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  12. LEVY, Maria Stella Ferreira. The role of international migration on the evolution of the Brazilian population (1872 to 1972). Rev. Saúde Pública., São Paulo. Disponível em: <[1]>. Acesso em: 06 Feb 2007. Pré-publicação. doi: 10.1590/S0034-89101974000500003
  13. Rosemeire A. de Almeida. Aliança terra-capital em Mato Grosso do Sul. Página visitada em 28 de novembro de 2009.
  14. Produto Interno Bruto a preços correntes e Produto Interno Bruto per capita segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e municípios - 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (10 de dezembro de 2010). Página visitada em 14 de julho de 2011.
  15. Produto Interno Bruto a preços correntes e Produto Interno Bruto per capita segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e municípios - 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (10 de dezembro de 2010). Página visitada em 14 de julho de 2011.
  16. MSNotícias. 94% da energia produzida no estado é de origem renovável. Página visitada em 01 de dezembro de 2009.
  17. MSNotícias. Hidrelétrica gera emprego e renda para a região leste de MS. Página visitada em 01 de dezembro de 2009.
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  19. Título ainda não informado (favor adicionar).
  20. Título ainda não informado (favor adicionar).
  21. Título ainda não informado (favor adicionar).

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