| Республикæ Хуссар Ирыстон Respublikæ Khussar Iryston (osseto) Республика Южная Осетия Respublika Yuzhnaya Osetiya (russo) სამხრეთ ოსეთის რესპუბლიკა Samkhret Osetis Respublika (georgiano) República da Ossétia do Sul |
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| Hino nacional: Hino Nacional da Ossétia do Sul | |
| Gentílico: Osseto ou osseta | |
| Capital | Tskhinvali |
| Cidade mais populosa | Tskhinvali |
| Língua oficial | Osseto e russo (e georgiano formalmente) |
| Governo | República Semipresidencialista |
| - Presidente | Leonid Tibilov |
| - Primeiro-ministro | Rostislav Khugayev |
| Independência declarada da República da Geórgia | |
| - Declarada | 28 de novembro de 1991 |
| - Reconhecida (pela Federação Russa) | 26 de agosto de 2008 |
| Área | |
| - Total | 3.900 km² |
| - Água (%) | negligenciável |
| População | |
| - Estimativa de 2000 | 70.000 hab. |
| - Densidade | 154 hab./km² (18.º) |
| Moeda | Rublo Russo (RUB) |
| Fuso horário | (UTC+4) |
| Independência reconhecida apenas pela Rússia, Venezuela e Nicarágua | |
A Ossétia do Sul (em osseto: Хуссар Ирыстон, transl. Khussar Iryston; em georgiano: სამხრეთ ოსეთი, transl. Samkhret Oseti; em russo: Южная Осетия, trans. Yujnaya Ossétiya) é uma região do Cáucaso do Sul, anteriormente chamada de oblast autônomo da Ossétia do Sul, dentro da República Socialista Soviética da Geórgia, parte da qual tem sido independente de facto da Geórgia desde a sua declaração de independência como República da Ossétia do Sul, durante o conflito osseto-georgiano no início da década de 1990.
A despeito de a maioria dos países da Organização das Nações Unidas considerar a Ossétia do Sul como parte integrante da Geórgia, em 26 de agosto de 2008 o parlamento e presidente russos anunciaram o reconhecimento formal da independência da região (juntamente com a da Abcásia).[1] O povo da Ossétia do Sul deseja se unir a seus semelhantes étnicos na Ossétia do Norte, que é uma república autônoma dentro da Federação Russa.[2]
Índice |
A Organização das Nações Unidas, a União Européia, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, o Conselho da União Européia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte e a maioria dos países do mundo reconhecem a Ossétia do Sul como parte da Geórgia. No entanto o governo secessionista do estado não-reconhecido organizou um segundo referendo de independência[3] no dia 12 de novembro de 2006, depois do primeiro referendo, realizado em 1992, não ter sido reconhecido pela comunidade internacional.[4] De acordo com as autoridades eleitorais de Tskhinvali, o resultado do referendo foi esmagadoramente favorável à independência, com 99% dos eleitores apoiando a separação da Geórgia, com um índice de abstenção de cerca de 5% dos eleitores.[5] O referendo foi monitorado por uma equipe de 34 observadores internacionais em 78 postos de votação.[6]
No entanto, a eleição novamente não foi reconhecida pela ONU, União Européia, OSCE, OTAN, bem como pelos Estados Unidos e pela Federação Russa, dada a falta de participação de eleitores da etnia georgiana e a questão da legalidade do referendo sem o reconhecimento do governo central, em Tbilisi.[7] Paralelamente a estas eleições e referendos, um movimento político osseta de oposição ao governo secessionista oficial organizou suas próprias eleições, nas quais tanto habitantes georgianos como ossetas da região votaram a favor de Dmitri Sanakoev como presidente alternativo da Ossétia do Sul.[8] Esta "eleição alternativa" conseguiu o apoio de toda a população de etnia georgiana do território, e, em 2007, Sanakoev tornou-se o chefe da Administração Provisória da Ossétia do Sul.
Em 13 de julho de 2007 a Geórgia montou uma comissão governamental, encabeçada pelo primeiro-ministro Zurab Noghaideli, para desenvolver a autonomia da Ossétia do Sul dentro do estado georgiano. De acordo com as autoridades da Geórgia, o estatuto seria elaborado dentro da estrutura dum "diálogo de todas as partes", englobando todas as comunidades que compõem a sociedade osseta..[9]
Em agosto de 2008 iniciou-se um conflito bélico entre a Ossétia do Sul, apoiada pela Rússia, e a Geórgia, apoiada pelos EUA, após uma invasão da capital Tskhinvali por tropas georgianas.
Em 26 de agosto de 2008, o presidente russo, Dmitri Medvedev, anunciou que a Rússia reconhece a independência das regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abecásia e pediu que outros Estados sigam seu exemplo e façam o mesmo. A decisão foi fortemente criticada pelos Estados Unidos e pela OTAN.
Os ossetas descendem originalmente dos alanos, uma tribo sármata. Foram convertidos ao cristianismo durante o início da Idade Média, por influência georgiana e bizantina. Sob a dominação mongol, foram expulsos de sua terra natal, ao sul do rio Don, na atual Rússia, e cruzaram as montanhas do Cáucaso, até a Geórgia[10] onde formaram três entidades territoriais distintas. Digor, no oeste, foi influenciado pelo povo vizinho dos cabardinos, que introduziram o islamismo à região. Tualläg, no sul, tornou-se o que atualmente é a Ossétia do sul, parte do principado histórico georgiano de Samachablo,[11] onde os ossetas encontraram refúgio dos invasores mongóis. Iron, no norte, tornou-se a atual Ossétia do Norte, que está sob o domínio russo desde 1767. Atualmente a maioria dos ossetas é cristã (aproximadamente 61%), e existe uma minoria muçulmana significante.
A Ossétia do Sul foi anexada pela Rússia em 1801, juntamente com a Geórgia, e incorporada ao Império Russo. Após a Revolução Russa, o país fez parte da República Democrática da Geórgia, controlada pelos mencheviques, enquanto a Ossétia do Norte passou a fazer parte da República Soviética do Térek. A área viveu uma série de rebeliões ossetas, onde a independência foi exigida. O governo georgiano acusou os ossetas de cooperação com os bolcheviques, e os reprimiu; de acordo com fontes ossetas, cerca de 5.000 ossetas foram mortos e mais de 13.000 morreram subsequentemente, de fome e epidemias.[12]
O governo soviético da Geórgia, posto no poder em 1921 pelo 11º Exército Vermelho, controlado pelo ditador Stalin, criou, logo em Abril do ano seguinte, o oblast (distrito) autônomo da Ossétia do Sul. Muito embora os ossetas tenham o seu próprio idioma, o osseto, o russo e o georgiano passaram a ser os idiomas administrativos e estatais.[13] Durante a era soviética, sob o governo georgiano, o país experimentou uma relativa autonomia, que incluía o uso do osseto e o seu ensino nas escolas.[13]
A Ossétia do Sul foi um Estado não-reconhecido na maior parte de sua história. A lista a seguir mostra os países e entidades políticas que reconhecem formalmente a Ossétia do Sul.
A Ossétia do Sul cobre uma área de cerca de 3.900 km² no lado sul do Cáucaso, separada pelas montanhas da Ossétia do Norte (parte da Federação Russa), mais populosa, e se projeta, rumo ao sul, até as cercanias do rio Mtkvari, na Geórgia. Seu relevo é extremamente montanhoso, e a maior parte do território está a mais de 1.000 metros de altitude. A economia é primordialmente agrícola, embora menos de 10% da terra do país seja cultivada. Os principais cultivos são de cereais, frutas e vinhas; outras fontes de renda também incluem a criação de gado e a engenharia florestal. Diversos complexos industriais também existem, centrados principalmente em torno da capital, Tskhinvali.
Antes do conflito georgiano-osseta, cerca de dois terços da população da Ossétia do Sul era composta de ossetas, e 25-30% de georgianos. Não se conhece a atual composição da população, embora algumas estimativas de 2007 indicaram o número não-oficial de 45 mil ossetas e 17,5 mil georgianos.[22]
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