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| Unidade federativa | |
|---|---|
| Lei | Lei Complementar Estadual 815/96 |
| Data da criação | 19 de julho de 1996 |
| Número de municípios | 9 |
| Cidade-sede | Santos |
| Características geográficas | |
| Área | 2 422,776 km²[1] |
| População | 1 678 513 hab. (15º) Estimativa IBGE/2011[2] |
| Densidade | 692,81 hab./km² |
| IDH | 0,817 (10º) – elevado PNUD/2000[3] |
| PIB | R$ 39.992.891,000 mil IBGE/2009[4] |
| PIB per capita | R$ 24.988,70 IBGE/2009[4] |
A Região Metropolitana da Baixada Santista foi criada mediante Lei Complementar Estadual 815, em 30 de julho de 1996, tornando-se a primeira região metropolitana brasileira sem status de capital estadual. Estende-se sobre municípios pertencentes tanto à Mesorregião de Santos (sobreposta à Microrregião de Santos) quanto à Mesorregião do Litoral Sul Paulista (mais precisamente, à Microrregião de Itanhaém). Todos os municípios da Região Metropolitana integram o litoral de São Paulo.
Índice |
2.422,776 km² (corresponde a menos de 1% da superfície do estado).
É a terceira maior região do estado em termos demográficos, com uma população de cerca de 1,6 milhão de moradores fixos, segundo dados de 2011.[5] Nos períodos de férias, acolhe igual número de pessoas, que se instalam na quase totalidade em seus municípios.
| Município | Área(km2)[6] | População[5][7] | PIB em 2008(R$)[4] | IDH[8] | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 491,701 | 2ª | 48.996 | 8ª | 665 977 000 | 8º | 0,792 | 4º | |
| 142,281 | 9ª | 119.519 | 5ª | 5 786 553 000 | 2º | 0,772 | 9º | |
| 142,589 | 8ª | 292.743 | 3ª | 3 429 098 000 | 3º | 0,788 | 5º | |
| 599,017 | 1ª | 88.213 | 6ª | 824 091 000 | 6º | 0,779 | 8º | |
| 143,171 | 7ª | 47.152 | 9ª | 447 405 000 | 9º | 0,783 | 7º* | |
| 326,214 | 3ª | 60.412 | 7ª | 614 539 000 | 7º | 0,783 | 6º* | |
| 149,079 | 5ª | 267.306 | 4ª | 2 780 735 000 | 5º | 0,796 | 3º | |
| 280,300 | 4ª | 419.509 | 1ª | 22 546 134 000 | 1º | 0,871 | 1º | |
| 148,424 | 6ª | 334.663 | 2ª | 2 898 356 000 | 4º | 0,798 | 2º | |
| Total | 2422.776 | 1.678.513 | 39 992 891 000 | 0,817 | ||||
* Peruíbe aparece na frente de Mongaguá por possuir média 0,758 contra 0,754 entre os rankings de 1991 e 2000.
A região caracteriza-se pela grande diversidade de funções presentes nos municípios que a compõem. Além de contar com o parque industrial de Cubatão e o Complexo Portuário de Santos, ela desempenha outras funções de em nível estadual, como as atividades industrial e de turismo, e outras de abrangência regional, como as relativas aos comércios atacadista e varejista, ao atendimento à saúde, educação, transporte e sistema financeiro. Têm presença marcante ainda na região as atividades de suporte ao comércio de exportação, originadas pela proximidade do complexo portuário.
Com aproximadamente 13 km de cais, quase 500 mil m² de armazéns, o Porto de Santos, maior e mais importante complexo portuário da América do Sul, movimenta anualmente 76 milhões de toneladas, entre carga geral, líquidos e sólidos a granel e mais de 40% do movimento nacional de contêineres, ou seja, de cada cinco contêineres embarcados ou desembarcados na costa brasileira, dois passam pelo Porto de Santos. Para o Estado de São Paulo, a presença do Porto representa enorme avanço econômico, permitindo o direcionamento de grande parcela de suas atividades industriais e agrícolas para o suprimento de mercados internacionais.
As atividades industriais, localizadas predominantemente em Cubatão, importante pólo siderúrgico em escala regional, assim como as portuárias em Santos e as ligadas ao comércio, serviços e atividades de turismo e veraneio têm reflexos diretos na economia da região e respondem pela geração de um Produto Interno Bruto de R$ 41,2 bilhões (IBGE/2008), o que representa 3,2% do PIB do estado de São Paulo.[4]
O turismo também tem grande participação no PIB da região, quesito que inclui todas as cidades da Região Metropolitana, tendo para vários atrativos naturais e culturais. Com a Camada pré-sal situada na Bacia de Santos o PIB da região tende a aumentar gradativamente de forma robusta.
O parque da Baixada Santista ficará localizado entre os bairros do Valongo e Vila Mathias e será voltado às áreas de petróleo, gás natural, porto, tecnologia da informação, meio ambiente e logística. As empresas que já manifestaram interesse em fazer parte do empreendimento são a Petrobrás, a Usiminas e iniciativas especializadas em TI[9].
A prefeitura de Santos (SP) estima investimento inicial de R$ 50 milhões nas obras das duas unidades-âncora do futuro parque tecnológico de Santos, que atenderá sobretudo a cadeia de petróleo e gás da Bacia de Santos. São elas um núcleo do Centro de Pesquisas (Cenpes) da Petrobras e a própria sede do parque tecnológico. Para o entorno dessas duas instalações serão atraídas as empresas fornecedoras da operação de exploração e produção de óleo e gás[10].
O crescimento exacerbado em Santos, Cubatão e Guarujá, aliado a outras atividades geradoras de emprego nos setores de comércio e serviços, provocou um movimento altamente pendular em direção a outros municípios, com melhores condições de habitabilidade e espaço disponível.
Os municípios de São Vicente e Praia Grande e o distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá, adquiriram características de cidades-dormitório, apresentando intensa conurbação entre si, só prejudicada pela presença de restrições de ordem física, que os impedem, aqui e ali, de apresentar uma mancha urbana contínua. Apesar da sua função portuária, importante para um crescente intercâmbio em face do processo de globalização, e de constituir sede do expressivo pólo siderúrgico e da indústria de turismo, a RMBS apresenta problemas comuns aos grandes aglomerados urbanos, como os relacionados com a questão ambiental, carência de infra-estrutura, saneamento ambiental, transporte e habitação.
Sistema Anchieta (SP–150) – Imigrantes (SP – 160): liga o Planalto ao Litoral. Rodovia Caiçara (SP– 55): liga a Cônego Domênico Rangoni (antiga Piaçagüera-Guarujá) ao Guarujá, Vicente de Carvalho e Bertioga. Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (SP– 55), já duplicada em seu trecho inicial: estabelece o elo entre Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. Rodovia Ariovaldo de Almeida Viana (SP–61): estende-se desde a zona urbana do Guarujá até a balsa, que dá acesso ao município de Bertioga, que é ligado ao Planalto (Mogi das Cruzes) através da Rodovia Dom Paulo Rolim Loreiro (SP–98).
O complexo de 4,6 km, sendo 1 km de ponte estaiada, irá beneficiar não só os 24 mil veículos que passam todo dia pela balsa, mas também os cerca de um milhão de pessoas que vivem em Santos, São Vicente e Guarujá[11].
A ligação seca entre as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista, será realizada por um túnel de aproximadamente 900 m de extensão. De acordo com o Governo do Estado de São Paulo, o projeto previsto inicialmente para a construção da ponte foi descartado porque a altura máxima permitida na região, pela proximidade com a Base Aérea, é de 75 m. No entanto, a ponte deveria ter pelo menos 85 m de altura para atender ao gabarito do Porto de Santos, inviabilizando o projeto[12].
O governo do estado de São Paulo vai implantar o Veículo Leve sobre Trilho (VLT) da Baixada Santista. Na primeira fase, a obra ligará os municípios de Santos e São Vicente, num trajeto de 15 quilômetros. A expectativa é que essa etapa do empreendimento custe R$ 660 milhões. Este projeto integra pacote de R$ 5,3 bilhões de investimentos anunciados para a Baixada Santista. O aporte abrange as áreas de educação, saúde, segurança, turismo e transportes[13].
A Baixada Santista apresenta grande concentração de instituições de ensino em suas cidades centrais: São Vicente, Santos e Praia Grande, embora toda a região possua boa estrutura educacional. Os principais centros de ensino superior da Região Metropolitana são:
| RMBS - Ensino Superior | |
|---|---|
| Faculdade Alfa | |
| Faculdade Don Domênico | |
| Fals | |
| Fatec Baixada Santista | |
| Fatec Praia Grande | |
| IFSP | |
| UAB | |
| Unaerp | |
| UNESP | |
| Uni10 | |
| UniBR | |
| UNIFESP | |
| Unilus | |
| Unimes | |
| Unimonte | |
| Unisa | |
| Unisanta | |
| Unisantos | |
| Uniube | |
| Universidade Metodista | |
| Unopar | |
| USP | |
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